Portugal prepara-se para assistir, na quarta-feira, 12 de agosto, a um dos eclipses solares mais relevantes das últimas décadas. O fenómeno vai provocar uma redução acentuada da luminosidade e uma descida temporária das temperaturas, mas Portugal não ficará completamente às escuras na maior parte do território. O máximo do eclipse ocorrerá ao final da tarde, por volta das 19h30.
Durante o eclipse, a Lua vai passar entre a Terra e o Sol, ocultando progressivamente o disco solar. Em Portugal Continental, a percentagem de ocultação será muito elevada, embora varie consoante a localização.
No Porto, a ocultação deverá rondar os 98%, enquanto em Lisboa será próxima dos 95% e no Algarve deverá atingir cerca de 93%. Nos Açores e na Madeira, o fenómeno será menos intenso, com valores estimados entre 74% e 77%.
A elevada percentagem de ocultação fará com que a luminosidade diminua de forma percetível. No entanto, a afirmação de que Portugal ficará “de noite” deve ser entendida com cautela: a totalidade só será observável numa pequena área do nordeste transmontano.
Só uma pequena zona de Portugal verá o eclipse total
A faixa de totalidade atravessará uma pequena área do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança, junto a localidades como Rio de Onor e Guadramil. Nessa zona, a Lua cobrirá completamente o disco solar durante um curto período.
Leia mais: Sem óculos para ver o eclipse solar? Uma caixa de sapatos pode resolver o problema
No resto do território, o eclipse será parcial. Ainda assim, a ocultação será suficientemente elevada para provocar uma alteração evidente das condições de iluminação.
Temperaturas podem descer temporariamente
A redução da radiação solar durante um eclipse também tem efeitos na atmosfera. Com menos energia solar a atingir a superfície, pode ocorrer um arrefecimento temporário, sobretudo nas zonas onde a ocultação do Sol é maior.
Estudos científicos sobre eclipses solares mostram que a diminuição da radiação pode provocar alterações locais da temperatura e até mudanças temporárias na circulação atmosférica.
A intensidade dessa descida depende, entre outros fatores, da duração e magnitude do eclipse, das condições meteorológicas e das características de cada local. Por isso, não se deve assumir uma queda de temperatura igual em todo o país.