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Irão: China destaca “resiliência” do setor petrolífero apesar do conflito

A China destacou hoje, dia 27, a “resiliência” do setor petrolífero face aos riscos da guerra no Irão e garantiu o abastecimento de energia, apoiado no aumento da produção interna, diversificação das importações e controlo temporário dos preços

Lusa - China

Citado pelo jornal oficial Diário do Povo, o subdiretor do Departamento Geral da Administração Nacional de Energia da China, Zhang Xing, afirmou que as autoridades reforçaram o setor nos últimos cinco anos para assegurar o fornecimento “em todas as circunstâncias”.

Segundo o responsável, a produção de petróleo manteve-se acima de 200 milhões de toneladas anuais, atingindo novos máximos, enquanto a de gás natural registou nove anos consecutivos de crescimento, com aumentos superiores a 10 mil milhões de metros cúbicos por ano.

Zhang destacou ainda o reforço das infraestruturas, com mais de 200.000 quilómetros de oleodutos e gasodutos de longa distância e uma capacidade de receção de gás natural liquefeito superior a 120 milhões de toneladas anuais, bem como uma rede de importações energéticas “mais diversificada”.

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Pequim tem respondido às “mudanças no ambiente externo” com uma estratégia baseada em “produção estável, importações diversificadas e regulação temporária de preços”, visando garantir “a estabilidade da economia” e satisfazer a procura interna, acrescentou.

O bloqueio ‘de facto’ do estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás globais antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e das represálias de Teerão, tem afetado sobretudo a Ásia, principal destino dessas exportações.

No caso chinês, a situação naquela rota marítima é particularmente sensível, já que cerca de 45% das importações de petróleo e gás do país passam pelo estreito.

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O conflito levou a uma subida dos preços dos combustíveis na China, obrigando as autoridades a intervir temporariamente, embora na semana passada tenha sido registado o primeiro recuo dos preços em 2026.

A China tem condenado os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que defende o respeito pela soberania dos países do Golfo, com os quais mantém relações políticas, comerciais e energéticas estreitas.

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