Numa mensagem publicada na rede social Facebook, no sábado (25), o responsável confirmou a chegada à pequena nação do sul de África, o único aliado diplomático oficial de Taiwan no continente.
“Senti a profunda amizade entre Taiwan e Essuatíni, que transcende a distância, e fiquei ainda mais convencido de que Taiwan não se deixará confinar por forças autoritárias”, declarou Lin.
Na mensagem, acompanhada de várias fotos a desembarcar do que parece ser um pequeno avião privado, o chefe da diplomacia de Taiwan criticou o que disse ser a “nova forma de opressão da China”.
Taipé anunciou na terça-feira o adiamento da deslocação do líder William Lai Ching-te a Essuatíni, depois de Seychelles, Maurícia e Madagáscar terem retirado “de forma inesperada e sem aviso prévio” as autorizações de sobrevoo.
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O secretário-geral de William Lai, Pan Men-an, atribuiu a decisão dos três países africanos à influência de Pequim e disse que “as autoridades chinesas exerceram uma pressão intensa, incluindo medidas de coerção económica”.
“Os nossos 23 milhões de habitantes têm o direito de participar na comunidade internacional. Quanto mais pressão externa enfrentarmos, mais coragem e determinação teremos. (…) Nenhum país tem o direito de bloquear os nossos esforços para contribuir para o mundo”, declarou Lai.
As Seicheles e Madagáscar justificaram o cancelamento das autorizações de sobrevoo com base no ‘princípio de Uma Só China’, um dos pilares da política externa de Pequim, que defende que Taiwan é uma “parte inalienável” do território chinês.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês felicitou os países “que aderem ao princípio de uma só China (…), em plena conformidade com o direito internacional”.
O Departamento de Estado norte-americano disse estar “preocupado” com o caso e acusou os países africanos de agirem “a pedido da China”, denunciando “mais um exemplo da campanha de intimidação” de Pequim contra Taiwan e os seus aliados.
Essuatíni, antiga Suazilândia, é um dos 12 países no mundo que ainda mantêm relações diplomáticas com Taiwan, sendo que os restantes, bem como as Nações Unidas, reconhecem apenas Pequim como o único representante oficial da China.
A última visita de um líder de Taiwan a Essuatíni foi em setembro de 2013, quando a então líder Tsai Ing-wen se deslocou à nação africana, que recebe uma significativa assistência económica de Taipé.