Os preços das casas novas em 70 cidades selecionadas recuaram 0.28% em termos mensais, segundo cálculos feitos com base em dados divulgados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE), depois de uma contração de 0.37% na leitura anterior.
Entre as cidades analisadas, 53 registaram quedas nos preços das habitações novas, menos do que as 62 verificadas em janeiro, enquanto 10 – entre elas Pequim e Xangai – registaram aumentos, o dobro do mês anterior.
Os cálculos com base nos dados do GNE mostram também uma descida mensal de 0.43% nos preços das habitações em segunda mão em fevereiro, um ritmo mais moderado do que o registado anteriormente (-0.54%).
Além disso, pelo segundo mês consecutivo, duas das 70 cidades analisadas – novamente Pequim e Xangai, as maiores do país – apresentaram aumentos face à primeira leitura do ano.
Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram várias medidas para travar a queda do mercado imobiliário, uma questão que preocupa Pequim pelas suas implicações para a estabilidade social, uma vez que a habitação é um dos principais veículos de investimento das famílias chinesas.
A crise no setor imobiliário tem sido também um dos principais fatores por trás da recente desaceleração da economia chinesa. Segundo alguns analistas, o setor – incluindo efeitos indiretos – chegou a representar cerca de 30% do produto interno bruto (PIB) do país.