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Funerária colocou dados de jovem morto como condutor apanhado em excesso de velocidade

O Ministério Público (MP) de Castelo Branco acusou uma agência funerária e o seu sócio-gerente dos crimes de falsificação ou contrafação de documento e de utilização de dados de forma incompatível com a finalidade da recolha.

O sócio-gerente da Funeralbi, empresa com sede em Castelo Branco, no âmbito de uma notificação da Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária (ANSR) para identificar o condutor de um veículo em transgressão, preencheu o formulário com os dados do jovem Rodrigo Oliveira, de 19 anos, de quem tinha feito o funeral, dias antes, de acordo com o MP.

No documento a que a agência Lusa teve acesso, em 31 de dezembro de 2023, pelas 16.38 horas, uma das carrinhas funerárias foi apanhada num radar, na Estrada Nacional 119, em Santarém, num troço onde o limite máximo de velocidade é de 50 quilómetros por hora. A viatura circulava a 102 quilómetros por hora.

A acusação referiu que o sócio-gerente é “responsável pela recolha, tratamento e proteção dos dados pessoais dos clientes” da arguida Funeralbi.

Os arguidos tinham na sua posse os documentos do jovem Rodrigo Oliveira, porque trataram do seu funeral em 12 de janeiro de 2024.

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