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China reduz limite diário de remessas para compras de propriedades na Grande Baía

Vários bancos preparam-se para um novo regime de pagamentos transfronteiriços que torna mais fácil residentes de Hong Kong e Macau adquirirem propriedades na Grande Baía

Nelson Moura

A compra de propriedades na Área da Grande Baía vai tornar-se mais fácil para aqueles que vivem em Macau, com vários bancos de Hong Kong e do interior da China a trabalhar em conjunto num novo sistema de remessas transfronteiriças.

Segundo o South China Morning Post, um novo regime de pagamento permitirá aos compradores de imóveis de Hong Kong e Macau ultrapassar o limite diário de remessas em vigor.
Eddie Yue Wai-man, presidente da Autoridade Monetária de Hong Kong, afirmou durante um painel do Conselho Legislativo na segunda-feira que “a questão-chave é garantir uma condução suave quando entrar em vigor a partir de 26 de fevereiro”.

Segundo uma nova regra aplicável apenas aos residentes de Hong Kong e Macau, as compras de propriedades não serão mais limitadas por um teto de remessa de 80.000 yuans por dia.
As instituições financeiras irão, em vez disso, aprovar a remessa correspondente ao valor da propriedade.

Yue também revelou que o Banco Popular da China já tinha fornecido informações para os funcionários do setor bancário.

Esta nova iniciativa é uma das medidas mais recentes das autoridades centrais para promover a integração entre as duas regiões administrativas especiais e as nove cidades de Guangdong.

Para cada compra, todos os fundos provenientes de Hong Kong e Macau serão depositados numa conta bancária monitorizada. Os promotores imobiliários serão então notificados para fazer arranjos adicionais.

No mês passado, o Banco Central Chinês anunciou seis medidas com o objetivo de melhorar as transações transfronteiriças e a integração entre as 11 cidades da Grande Baía.

Uma expansão do esquema ‘Bond Connect’ e o aperfeiçoamento do mecanismo ‘Wealth Management Connect’ também vão ser implementados a 26 de fevereiro.

No âmbito do esquema ‘Bond Connect’, os investidores estrangeiros poderão usar títulos ‘onshore’ como garantia para financiamento denominado em yuans pela Autoridade Monetária de Hong Kong e obter acesso ao mercado interno chinês.

Os utilizadores do mecanismo ‘Wealth Management Connect’ poderão investir até 3 milhões de yuans – três vezes mais que a quota original.

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