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Luta para ter turistas nas zonas residenciais

Hoje em dia as pessoas recorrem frequentemente às redes sociais para ver as experiências de influencers ou de outras pessoas antes de efetuarem uma compra ou ir jantar fora. Partilhar experiências de consumo online tornou-se cada vez mais popular, especialmente entre os turistas. Uma loja com uma longa fila à porta costumava ser um símbolo de qualidade e reconhecimento. No entanto, o desempenho destas lojas é muito diferente quando se olha para zonas turísticas e zonas residenciais. No Dia de Ano Novo, as lojas das zonas residenciais estavam vazias ou fechadas por ser feriado. Os proprietários nessas zonas expressaram insatisfação com o volume de negócios que têm registado.

Lojas em áreas residenciais optam por encerrar nos feriados

Um empresário da restauração observou que a maioria das lojas nas zonas do centro histórico estavam cheias de turistas no Dia de Ano Novo. Relatos na imprensa sugeriram um aumento de 20 a 30 por cento do volume de negócios para a maioria das lojas em áreas turísticas. Um dos seus restaurantes nas zonas turísticas registou um aumento ligeiro, mas o mesmo não aconteceu no seu restaurante localizado numa zona residencial. A maioria dos residentes viajou para fora da cidade e gastaram o seu dinheiro noutros locais. Apesar do restaurante estar perto de uma estação de autocarro de uma área residencial, a maioria dos clientes que por lá passaram eram moradores locais.
O empresário explicou que como o Dia de Ano Novo é um feriado obrigatório, a lei exige o pagamento de salários adicionais para os seus funcionários. Em vez de manter o restaurante aberto numa área residencial sem muito negócio, optou por fechar este estabelecimento e concentrar-se no seu restaurante na zona turística. O gestor mencionou ter avançado com promoções online e pedidos por telefone para a conveniência dos clientes. No entanto, os turistas preferem gastar dinheiro e jantar em lojas localizadas nos centros turísticos.

Residentes viajam para o Continente

Outro gestor de um estabelecimento de restauração destacou os negócios em alta nas áreas turísticas, com longas filas. Mas a sua filial, numa área de residências, estava calma. O responsável disse que registou menos de 100 vendas no Dia de Ano Novo. Apesar de estar bem localizada, perto de paragens de autocarro, hotéis e restaurantes conhecidos, não teve muitos clientes. A grande maioria dos consumidores eram residentes e estudantes. Este empresário espera que o Governo organize mais eventos no distrito e introduza mais opções de restauração para incentivar os turistas a visitarem esta zona residencial.

Outro gestor de uma cadeia de restaurantes com filiais na Avenida de Artur Tamagnini Barbosa, Areia Preta e Taipa partilhou que fechou a sua filial na Tamagnini Barbosa no Dia de Ano Novo. Segundo o empresário, o negócio nos bairros comunitários tem diminuído, especialmente desde o segundo semestre do ano passado. No Dia de Ano Novo, apenas metade dos clientes esperados visitou as duas lojas abertas. Muitos residentes optaram ir para fora de Macau durante os feriados, para compensar as dificuldades que tiveram em viajar nos últimos anos. Os salários e benefícios de muitos residentes também têm permanecido estagnados, o que diminuiu o desejo de gastar em Macau. Além disso, com a desvalorização do yuan e a facilidade crescente de gastar no interior da China, os residentes têm passado os fins de semana fora de Macau. O gestor manifestou também a preocupação de que, se esta tendência continuar, o encerramento dos seus negócios pode tornar-se inevitável.

Artigo publicado no âmbito da parceria com o Macau Daily News

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