"Todos estamos ameaçados e o Ministério da Cultura poderia manifestar solidariedade" - Plataforma Media

“Todos estamos ameaçados e o Ministério da Cultura poderia manifestar solidariedade”

O rebelde escritor de canções renasce com a letra “Talvez f…” para falar da guerra. Nos anos 90 do século passado, desafiou o primeiro-ministro Cavaco Silva, hoje desafia Vladimir Putin. Diz que se sentiu “ameaçado” e que “no momento em que calarmos esta ameaça estamos a pedir desculpa porque temos muito medo”.

Diz que não faz música de intervenção, mas por mais do que uma vez interveio no espaço público a partir do palco. Nos anos 1990 desafiou Cavaco Silva, acorrentou-se às portas do Coliseu do Porto quando a sala de espetáculos da cidade onde nasceu e vive, esteve para ser vendida a uma igreja. Recentemente, num concerto, voltou a desafiar o poder global. A partir de Águeda, a voz – que é acusado de não ter – chegou a Kiev e a Moscovo. Tem 61 anos e não tem planos para reformar a voz da alma.

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"Todos estamos ameaçados e o Ministério da Cultura poderia manifestar solidariedade"

Voltaria a dizer o que disse, três semanas depois?
Claro. Infelizmente, a realidade é o que é, estamos perante uma agressão ao mundo e, sobretudo, a uma população civil que se encontrava em situação de paz. É uma agressão desproporcional do ponto de vista militar, político, meios e capacidade. Está a gerar uma multidão de desalojados e mortos, inclusive entre a população civil. Acrescentaria que, apesar de ser uma agressão da Rússia à Ucrânia, está a criar vítimas também entre os russos. Os soldados russos também são vítimas, as mães russas choram a mesma dor que as mães ucranianas e é uma agressão ao povo russo, pois continua a ser-lhes sonegada a verdade sobre esta guerra. Continuam a dizer-lhes que é uma operação especial, mas é uma invasão.

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