Hidroelétrica moçambicana ultrapassou metas de produção no primeiro semestre do ano - Plataforma Media

Hidroelétrica moçambicana ultrapassou metas de produção no primeiro semestre do ano

A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), principal produtora de eletricidade em Moçambique, anunciou hoje que atingiu os 7.965 Gwt (gigawatt)/hora no primeiro semestre deste ano na produção hidroenergética, aumento de 15 por cento comparando com o mesmo período do ano passado.

“Trata-se de uma produção alcançada sem ocorrência de acidentes de trabalho e que ultrapassa as expectativas mais otimistas à mercê da disponibilidade hídrica e dos equipamentos de produção”, refere a HCB numa nota.

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Para o presidente da HCB, os resultados vão permitir que a empresa reforce o financiamento de projetos de reabilitação que estão em curso em toda cadeia de produção, permitindo que a HCB continue a ser uma empresa estratégica.

“Temos o dever de gerir e operar a empresa de forma criteriosa, responsável e transparente para o alcance dos seus objetivos”, acrescentou Boavida Muhambe, citado também no comunicado.

A empresa referiu ainda que no primeiro semestre deste ano os recursos hídricos da albufeira situavam-se em 324,63 metros acima do nível médio do mar, o que corresponde a 93 por cento da sua capacidade útil de armazenamento.

“O alcance deste nível de armazenamento resulta de medidas criteriosas adotadas durante a última época chuvosa”, explicou.

Por outro lado, segundo a nota da HCB, as ações da empresa na Bolsa de Valores de Moçambique continuam “apetecíveis”, embora tenham tido um desempenho abaixo do preço da Oferta Pública de Venda realizada em 2019.

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“As ações continuam apetecíveis no mercado secundário, gerando transações consideráveis, sendo que até hoje a empresa procedeu ao pagamento de dividendos no valor total de 3,7 mil milhões de meticais [58 milhões de euros], o correspondente a 36 por cento dos lucros”, revelou a nota.

O Estado moçambicano detém 85 por cento das ações da HCB, 7,5 por cento pertencem à Redes Energéticas Nacionais (REN) portuguesa, e quatro por cento são de investidores nacionais, sendo os remanescentes 3,5 por cento detidos pela própria HCB.

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