Esse custo com a produção de notas e moedas contrasta com os 3.512 milhões de meticais (47,1 milhões de euros) em 2024, quando foi introduzida uma nova série, ou os 3.292 milhões de meticais (44,1 milhões de euros) em 2023, de acordo com as demonstrações financeiras de 2025 do banco central.
Este tipo de despesa é amortizada por contrapartida de resultados por um período de três a cinco anos, respetivamente, a contar da data da respetiva emissão, segundo o banco central.
O relatório anual do Banco de Moçambique acrescenta que as notas e moedas em circulação no país totalizavam cerca de 74,9 mil milhões de meticais (1.005 milhões de euros) no final de 2025, uma redução de 12.2% face aos 85,3 mil milhões (1.145 milhões de euros) registados um ano antes, numa aparente normalização após o pico associado à introdução de uma nova série de numerário no ano anterior.
Moçambique introduziu em 16 de junho de 2024 uma nova série de notas e moedas de metical, que estão a substituir progressivamente as que circulam desde 2006.
Leia também: Dinheiro a circular em Moçambique em queda pelo terceiro mês consecutivo
“Os bancos centrais tendem a fazer a revisão das suas notas e moedas em circulação a cada cinco anos, por forma a adequá-las às novas tendências de design, segurança e outros elementos contextuais”, explicou anteriormente o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, justificando que a instituição “decidiu pela revisão das notas e moedas do metical”.
“A temática das notas e moedas do metical da série 2024 conserva presente a tradição do enaltecimento dos valores do nosso património cultural, histórico e faunístico”, afirmou.
A nova série manteve as anteriores seis notas bancárias: “As denominações de 1.000, 500 e 200 meticais em substrato de papel, e as denominações de 100, 50 e 20 meticais em substrato de polímero”, explicou então Rogério Zandamela.
Já nas moedas, a nova série retirou as de 20 e cinco centavos, “mantendo-se as denominações de 10, cinco, dois e um metical, e as de 50, 10 e um centavo”.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, disse em 2025 que a criação da moeda nacional, em 16 de junho de 1980, simbolizou a conquista da soberania nacional e a rejeição da “dominação estrangeira”.
O metical, disse, foi mais um dos “sinais” de que os moçambicanos já não aceitavam que a economia fosse “dirigida de fora, com moedas e critérios impostos”.