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O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou na segunda-feira (1) que um cessar-fogo no Líbano continua a ser uma condição fundamental para qualquer acordo com os Estados Unidos destinado a pôr fim à guerra no Médio Oriente.
“Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo destinado a pôr fim à guerra”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baqaei, durante uma conferência de imprensa semanal, numa altura em que Israel expande a sua ofensiva no Líbano.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometeu avançar mais profundamente em território libanês, enquanto o Conselho de Segurança das Nações Unidas deverá realizar uma reunião de emergência na segunda-feira, depois das forças israelitas terem assumido o controlo do castelo medieval de Beaufort.
Baqaei afirmou que o Irão “tomará todas as medidas para apoiar o Líbano e a resistência contra a agressão ilegal do regime sionista”.
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De forma semelhante, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos desde 13 de Abril e a escalada no Líbano constituem “provas claras do incumprimento do cessar-fogo por parte dos Estados Unidos”.
“Cada escolha tem um preço e a fatura acaba sempre por chegar”, escreveu Ghalibaf numa publicação na rede social X. As declarações surgem numa altura em que Teerão e Washington continuam a trocar mensagens na tentativa de finalizar um acordo-quadro destinado a pôr fim à guerra, desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão no final de fevereiro e que posteriormente se alastrou à região.
Um frágil cessar-fogo entre o Irão, os Estados Unidos e Israel está em vigor desde 8 de Abril, mas os confrontos militares continuaram no Líbano, apesar da insistência de Teerão de que o país deveria estar abrangido pela trégua.
Na segunda-feira, Baqaei acusou os Estados Unidos de “violar o cessar-fogo”, após uma breve escalada durante a noite, na qual as forças norte-americanas atingiram uma torre de telecomunicações numa cidade portuária do sul do Irão.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado a base norte-americana de onde partiu a ofensiva, sem especificar a sua localização.
O Irão “tomará todas as medidas que considerar necessárias para defender a segurança nacional iraniana”, afirmou Baqaei. O porta-voz disse que o Irão não procura concessões nas suas trocas de mensagens com Washington, mas sim o reconhecimento dos seus direitos, incluindo a libertação de ativos congelados no estrangeiro ao abrigo das sanções norte-americanas.
Acrescentou ainda que os detalhes relacionados com o programa nuclear iraniano, um dos principais pontos de divergência para Washington, ainda não fizeram parte dessas trocas de mensagens. “Não tiveram lugar negociações sobre os detalhes do dossier nuclear. Nesta fase, a nossa prioridade é pôr fim à guerra”, afirmou Baqaei.
O responsável acrescentou que a troca de mensagens com os Estados Unidos continua, mas que “ainda não foi alcançada uma conclusão final”. “Decidiremos sobre as modalidades de assinatura no momento apropriado”, concluiu.