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Negociações estagnam enquanto Washington e Teerão voltam a trocar ataques

Os Estados Unidos e o Irão acusaram-se mutuamente de novos ataques, agravando as tensões em torno de um cessar-fogo já frágil e dificultando as negociações para encerrar o conflito regional. Os confrontos surgem numa altura em que persistem divergências sobre o programa nuclear iraniano, o Líbano e a reabertura do Estreito de Ormuz

AFP

Os Estados Unidos e o Irão afirmaram na segunda-feira (1) que voltaram a trocar ataques, aumentando a pressão sobre um cessar-fogo já frágil, numa altura em que as negociações entre as duas partes se encontram bloqueadas.

Semanas de conversações complexas, marcadas por uma retórica agressiva e episódios ocasionais de violência, ainda não permitiram alcançar um acordo para pôr fim à guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o abastecimento mundial de petróleo.

Washington e Teerão mantêm divergências profundas sobre questões como o programa nuclear iraniano e os combates no Líbano, cuja interrupção o Irão exige como parte de um acordo mais abrangente.

No final de domingo, Trump sublinhou na plataforma Truth Social que o acordo proposto “afirma, de forma muito clara, que o Irão não terá uma arma nuclear”.

Leia também: Irão diz que cessar-fogo no Líbano é condição para acordo com os EUA

A mais recente troca de ataques coincidiu com a expansão da ofensiva israelita no Líbano, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a prometer avançar mais profundamente no território.

Os militares norte-americanos anunciaram ter realizado, durante o fim-de-semana, “ataques de autodefesa” contra radares iranianos e instalações de controlo de drones no sul do país – a terceira vaga deste tipo em pouco mais de uma  semana. Segundo Washington, os ataques foram uma resposta ao abate de um drone norte-americano MQ-1.

Pouco depois, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado uma “base aérea a partir da qual foi lançado o ataque” utilizada pelos militares dos Estados Unidos, informou na segunda-feira a emissora estatal IRIB, sem especificar a localização da base.

O anúncio da Guarda Revolucionária surgiu pouco depois de as forças armadas do Kuwait terem comunicado que os seus sistemas de defesa aérea interceptaram “ataques hostis com mísseis e drones”, sem indicar a origem dos ataques.

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