Em países como Portugal, bem como em vários Estados da Europa, África e Ásia, o 1 de junho continua a ser a data mais popular. A sua origem remonta a iniciativas do pós-Segunda Guerra Mundial, quando organizações internacionais procuravam reforçar a proteção das crianças num contexto de reconstrução e crise humanitária.
Já o 20 de novembro foi instituído pela Organização das Nações Unidas como o Dia Mundial da Criança, em homenagem à aprovação da Declaração dos Direitos da Criança (1959) e, mais tarde, da Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), considerada o tratado de direitos humanos mais amplamente ratificado no mundo.
A coexistência das duas datas gera frequentemente alguma confusão, mas também revela diferentes abordagens simbólicas: enquanto o 1 de junho tem uma forte tradição cultural em vários países, o 20 de novembro está associado a uma dimensão mais universal e institucionalizada dos direitos infantis.
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A UNICEF tem desempenhado um papel central na promoção do 20 de novembro, reforçando a ideia de que todas as crianças, independentemente do país, têm direitos fundamentais como educação, saúde, proteção e igualdade.
Apesar das diferenças de calendário, especialistas sublinham que não existe propriamente uma “disputa”, mas sim uma sobreposição histórica de iniciativas que acabaram por coexistir. Em ambos os casos, o objetivo é o mesmo: chamar a atenção para a necessidade de proteger e valorizar a infância.
Assim, enquanto o 1 de junho mantém uma forte ligação às tradições locais, o 20 de novembro afirma-se como uma referência global, lembrando que os direitos das crianças são uma responsabilidade partilhada por toda a comunidade internacional.