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Granizo e ventos fortes destruíram quase 900 casas em Moçambique. Como estão a responder as autoridades

Um episódio de chuva intensa, vento e granizo destruiu centenas de habitações no distrito de Muembe, no Niassa. As famílias iniciaram a reconstrução, enquanto as autoridades avaliam os danos e reforçam a assistência no terreno

Lusa

Chuva intensa, ventos fortes e granizo destruíram 892 casas no distrito de Muembe, província do Niassa, norte de Moçambique, afetando 3.102 pessoas, incluindo nove feridos, foi hoje (10) divulgado.

O episódio atípico, com vídeos de um manto branco a viralizarem nas redes sociais, ocorreu no sábado (6), na localidade de Chiuanjota, posto administrativo de Chiconono, e foi confirmado à Lusa pela delegada provincial do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) no Niassa, Maria Isabel Juiz Cavo, acrescentando que o levantamento atual aponta para 613 habitações parcialmente destruídas e 279 totalmente destruídas.

“Em relação às famílias afetadas, foram no número de 878, compostas por 3.102 pessoas”, disse a responsável. Os nove feridos sofreram lesões ligeiras e receberam assistência médica numa unidade sanitária local, segundo Maria Isabel Juiz Cavo.

As autoridades indicaram que não foram criados centros de acomodação, uma vez que as famílias cujas casas ficaram totalmente destruídas foram acolhidas por familiares e vizinhos, enquanto outras já iniciaram trabalhos de reconstrução das habitações danificadas.

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Além das casas, o fenómeno destruiu parcialmente infraestruturas públicas e comunitárias, incluindo o edifício da Secretaria Comum da localidade de Chiuanjota, uma unidade sanitária, cinco casas de culto – quatro mesquitas e uma igreja -, oito estabelecimentos comerciais e três moagens.

“Canalizámos assistência alimentar e rolos plásticos para cobertura das casas. Já articulámos com a direção regional norte do INGD para o envio de mais lona destinada a apoiar as famílias afetadas”, afirmou a delegada provincial.

O INGD acrescentou que prossegue o levantamento das necessidades para a recuperação das infraestruturas públicas danificadas na povoação, enquanto equipas técnicas acompanham a assistência às populações afetadas e os trabalhos de reposição das coberturas destruídas pelo temporal.

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