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Macau encerra colóquio sobre infraestruturas com países lusófonos

Macau concluiu uma formação dedicada ao investimento e construção de infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa. A inteligência artificial surgiu como uma das áreas em destaque num setor em transformação tecnológica e ambiental

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Terminou esta quinta-feira (18), em Macau, o Colóquio sobre Investimento e Construção de Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, uma iniciativa promovida pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau, que reuniu 17 responsáveis de organismos ligados às obras públicas, ao ambiente, à indústria e a setores conexos da China e dos países lusófonos.

A ação de formação decorreu entre 8 e 21 de junho e teve como objetivo aprofundar o intercâmbio de conhecimentos e promover novas oportunidades de cooperação no âmbito das infraestruturas.

Na cerimónia de encerramento, o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, sublinhou que a cooperação em infraestruturas constitui uma das áreas prioritárias definidas no Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (2024-2027).

Macau continua a desempenhar um papel relevante enquanto plataforma de ligação entre a China e o mundo lusófono, contribuindo para o aprofundamento da cooperação internacional em setores como os transportes, as comunicações, a energia e os recursos hídricos, segundo o responsável.

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Ji Xianzheng destacou ainda a atenção dada, nesta edição do colóquio, à aplicação da inteligência artificial na construção e gestão de infraestruturas, considerando tratar-se de uma área com crescente potencial de desenvolvimento.

O programa incluiu sessões dedicadas à experiência chinesa em grandes projetos de infraestruturas, financiamento verde, investimento sustentável, análise do ciclo de vida de projetos e mecanismos de precificação de carbono aplicados a parques industriais de emissões reduzidas e infraestruturas verdes.

Ao longo da formação, os participantes visitaram diversas instituições de Macau e da Grande Baía, entre as quais o Laboratório de Referência do Estado para a Internet das Coisas para Cidades Inteligentes da Universidade de Macau, a Autoridade Monetária de Macau, a Direcção dos Serviços de Obras Públicas e o Parque Eólico Offshore de Jinwan, em Zhuhai.

A delegação participou igualmente no 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre Investimento e Construção de Infra-estruturas e no 12.º Fórum de Cooperação em Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O programa incluiu ainda palestras sobre a realidade chinesa e o 3.º Plano Quinquenal de Macau, bem como encontros com especialistas da Aliança de Investigação para a Cooperação China-Países de Língua Portuguesa.

Em representação dos participantes, um dos membros da delegação afirmou que a iniciativa permitiu aprofundar o conhecimento sobre o desenvolvimento das infraestruturas no Interior da China e em Macau, ao mesmo tempo que reforçou a compreensão do papel estratégico desempenhado por Macau na cooperação económica e comercial entre a China e os países lusófonos.

Os participantes consideraram que os conhecimentos adquiridos poderão contribuir para o desenvolvimento de novos projetos e para o reforço das relações de cooperação no setor das infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

A cerimónia de encerramento contou com a presença do professor José Alves, em representação da Universidade da Cidade de Macau, dos cônsules-gerais de Angola e de Moçambique em Macau, Eduardo Velasco Galiano e Rodrigues Vitorino Muebe, respetivamente, do chefe do Departamento de Comércio do Gabinete de Economia e Finanças do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, Zhao Xin, bem como dos membros do Secretariado Permanente do Fórum de Macau.

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