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Francisco Carvalho toma posse como primeiro-ministro de Cabo Verde

O presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) assume hoje (19) o cargo de primeiro-ministro de Cabo Verde, liderando o regresso do PAICV ao Governo. A nova maioria herda desafios económicos e sociais, ao mesmo tempo que enfrenta a necessidade de responder a uma abstenção eleitoral recorde

Lusa

O Presidente cabo-verdiano vai dar hoje posse ao novo primeiro-ministro do país, Francisco Carvalho, e aos restantes membros do Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

A cerimónia está marcada para as 17:00 (02:00 de sábado em Macau) no jardim da Presidência da República, no centro histórico da cidade da Praia.

O presidente do PAICV e ex-presidente da Câmara da Praia venceu as legislativas de 17 de maio com maioria absoluta, derrotando o primeiro-ministro cessante, Ulisses Correia e Silva, e pondo termo a 10 anos de poder do Movimento para a Democracia (MpD).

Francisco Carvalho disse ser necessário “diminuir a gordura” do Estado para haver “mais recursos para aplicar junto das pessoas”, prometendo transportes entre ilhas mais baratos e saúde e ensino superior gratuitos.

Leia também: Cabo Verde: Presidente felicita PAICV após triunfo eleitoral

Em entrevista à Lusa, poucos dias antes das eleições, antecipou “uma administração pública tão veloz quanto a mente de um empresário” para marcar o regresso do PAICV à governação e dinamizar a criação de emprego.

A posse de hoje sucede à sessão inaugural do parlamento, na quinta-feira, em que a nova maioria absoluta, de 37 dos 72 deputados, elegeu Janira Hopffer Almada, antiga ministra e ex-líder do partido, como presidente da Assembleia Nacional – é a primeira mulher a ocupar o cargo em Cabo Verde.

O PAICV conquistou 90.660 votos, correspondentes a 48.04%, nas eleições de 17 de maio, o MpD recolheu 84.458 votos, ou 44.75%, e a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) obteve 9.812 votos, ou 5.2%. As legislativas registaram uma abstenção recorde, com 53.5% dos eleitores inscritos a não votarem.

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