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Sete pessoas e duas empresas acusadas por incêndio que matou mais de 160 em Hong Kong (Com vídeo)

As autoridades de Hong Kong acusaram esta quarta-feira sete indivíduos e duas empresas por um total de 25 crimes relacionados com o incêndio que, em novembro de 2025, causou a morte de 168 pessoas num complexo habitacional em obras, considerado o mais mortífero no território desde 1948.

Segundo o Governo local, as acusações — apresentadas pela polícia em conjunto com a Comissão Independente contra a Corrupção — incluem homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude, branqueamento de capitais, obstrução à justiça e fraude fiscal. Os arguidos terão tido responsabilidades diretas no processo de renovação do complexo Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po.

Entre os acusados encontram-se responsáveis e inspetores de uma empresa de consultoria ligada à fiscalização das obras, bem como o empreiteiro principal do projeto. As autoridades sustentam que falhas graves de segurança e irregularidades na execução e supervisão dos trabalhos estiveram na origem da tragédia.

O incêndio deflagrou a 26 de novembro de 2025 e alastrou rapidamente por sete das oito torres do complexo, que se encontravam envoltas em andaimes de bambu, redes de proteção inflamáveis e painéis de espuma. A comissão de inquérito independente concluiu que quase todos os sistemas de segurança contra incêndios falharam, em grande parte devido a erros humanos.

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As investigações apontam ainda para a possibilidade de o fogo ter sido provocado por cigarros, uma vez que era comum os trabalhadores fumarem nos andaimes. Perante estas conclusões, o Governo está a avaliar a proibição de fumar em zonas de obras, manutenção ou reabilitação de edifícios.

Outro fator crítico identificado foi o facto de os alarmes de incêndio de sete das oito torres estarem desativados no momento do incêndio, o que atrasou significativamente a evacuação e contribuiu para o elevado número de vítimas.

O caso já tinha levado, em março, à detenção de dezenas de pessoas, no âmbito de processos paralelos conduzidos pela polícia e pela agência anticorrupção. Milhares de residentes ficaram desalojados e continuam a receber apoio em alojamentos temporários, enquanto decorrem os procedimentos judiciais e as medidas de compensação.

 

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