O incêndio, que começou a 26 de novembro, causou a morte de 168 pessoas e devastou sete dos oito edifícios do complexo de habitação pública na zona de Tai Po, que albergava mais de 4.600 pessoas.
“Após o incêndio em Tai Po, pessoas com segundas intenções politizaram a tragédia numa tentativa de semear o caos na cidade”, lamentou o diretor do Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau, sob a tutela do Conselho de Estado, o executivo chinês. “Isto recorda-nos, mais uma vez, que Hong Kong ainda enfrenta vários riscos e desafios na sua caminhada para a estabilidade e a prosperidade”, disse Xia Baolong.
Num discurso transmitido na abertura do Dia da Educação para a Segurança Nacional, Xia instou os residentes de Hong Kong a permanecerem vigilantes face aos riscos para a China. “Ter segurança num determinado momento não significa segurança permanente. A estabilidade atual também não garante a segurança futura”, alertou o dirigente.
Na mesma cerimónia, o líder do Governo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu, prometeu que o respeito pelos direitos humanos não seria afetado pela defesa da segurança nacional. John Lee disse ainda que irá punir os responsáveis pelo incêndio de Tai Po e implementar reformas alargadas, de acordo com as conclusões de uma comissão independente de investigação.
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Na terça-feira, a justiça da região condenou Raymond Chong Wai-man, de 61 anos, a um ano de prisão por publicações nas redes sociais que sugeriam que o incêndio de Tai Po poderia desencadear uma nova vaga de protestos semelhantes aos de 2019.
Uma proposta de lei, apresentada pelo Governo, que previa a extradição para a China continental, desencadeou protestos com milhões de participantes e que culminou com reivindicações por sufrágio universal.
As manifestações, por vezes violentas, terminaram com a imposição por parte de Pequim de uma lei de segurança nacional que prevê a pena perpétua.
“Se este incêndio desencadear outra campanha de resistência política semelhante em escala ao movimento contra o projeto de lei de extradição, o Partido Comunista certamente não ousará realizar um massacre como da última vez”, escreveu Raymond Chong.
O reformado acrescentou que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia punir o Governo Central chinês em caso de repressão de uma nova vaga de protestos em grande escala em Hong Kong.
O Ministério Público da antiga colónia britânica disse que as publicações de Chong incitaram ao ódio em relação às autoridades locais e de Pequim.