Carta (atrasada) ao Pai Natal - Plataforma Media

Uma carta (atrasada) ao Pai Natal

Caro Pai Natal,

Até pelo atraso, neste pedido, digo já que não quero receber brinquedos, nem sequer pedir brincadeiras…

Ainda assim acho que em 2021 vamos precisar de prendas, várias prendas. A primeira delas, quase nos caia no sapatinho, ainda neste ano sem graça de 2020: a vacina.

Estamos longe de saber tudo sobre a doença e por isso mesmo sabemos pouco sobre a vacina. Ela resolve esta Pandemia que nos isola? Tem efeitos secundários perigosos? Servirá para todos de igual forma? Chegará a todos muito em breve?

Perante as dúvidas, a primeira das prendas seria essa. Uma vacina eficaz e democratizada que chegue a todos e para todos.

O ano que agora acaba, já o sabemos (ao contrário da vacina) vai ter efeitos secundários adversos. Capazes de matar.

Não para esquecermos o ano de 2020. Primeiro porque isso não faz sentido, segundo porque isso não é possível. O ano que agora acaba, já o sabemos (ao contrário da vacina) vai ter efeitos secundários adversos. Capazes de matar.

Haverá mais gente com fome, sem emprego, sem capacidade de reagir às sequelas da doença. Não peço milagres, não me parece que o Pai Natal os possa fazer. Queria apenas que olhasse atentamente para os atingidos pela doença, não só pelos doentes. Para que quem tem mais reparta melhor e quem tem menos receba “o mais que precisa”.

Essa era outra prenda.

Bem sei que estamos a carregar de forma injusta em cima do ano de 2021. Na esperança de que nele tudo se resolva. Se calhar esperamos demais.

É claro que a lógica presente numa conhecida frase de JF Kennedy continua válida. Não podemos limitar-nos a pedir e perguntar o que “a pátria pode fazer por ti”, mas também o que podemos nós fazer pela pátria.

Sendo a carta dirigida ao Pai Natal, gostava que distribuísse oportunidades e forças para que todos possam fazer “pela pátria”, o que a pátria nem sempre faz por todos nós.

Tendo em conta que o Natal já passou, os pedidos que faço já nem devem ser aceites. Espero que pelo menos não sejam válidos para o próximo Natal.

*Diretor executivo do Plataforma

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