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Residentes estrangeiros de Macau sem solução para deslocações à China

O embaixador de Portugal em Pequim disse hoje não existir ainda uma solução para permitir as deslocações à China dos residentes estrangeiros de Macau.

A questão foi abordada com as autoridades de Macau e “foi longamente falada, mas não ficou resolvida”, afirmou à Lusa José Augusto Duarte, no final de uma visita de quatro dias ao território, em que manteve encontros com as autoridades locais, incluindo o chefe do executivo, Ho Iat Seng.

O embaixador defendeu que a questão exige uma “abordagem global e equitativa, de forma a não discriminar nenhum passaporte” e lembrou que não depende apenas das autoridades de Macau, mas também do Governo central, que fechou as fronteiras aos estrangeiros em março.

É necessário encontrar a “melhor forma de respeitar amplamente as normas de segurança para evitar o contágio [da covid-19], tornando isso compatível com a circulação da comunidade”, salientou, no final de uma conferência de imprensa no consulado geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

Em março, a China fechou as fronteiras a estrangeiros, incluindo os residentes estrangeiros de Macau, só permitindo, na altura, a entrada em casos considerados essenciais.

No mês passado, as autoridades de Pequim anunciaram que os estrangeiros com autorização de residência ainda válida podiam voltar a entrar no país, incluindo uma quarentena obrigatória de 14 dias.

A medida abrange autorizações de residência válida para três categorias: trabalho, assuntos pessoais e reagrupamento familiar.

No entanto, os estrangeiros cuja autorização de residência chinesa expirou durante a estada no exterior devem continuar a pedir novo visto nos consulados e embaixadas da República Popular da China.

As demais restrições à entrada de estrangeiros no país, anunciadas em março, continuam em vigor.

Em comunicado conjunto, os Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Administração de Imigração chineses afirmaram que o Governo “vai continuar a retomar o intercâmbio entre pessoas de forma ordenada e passo a passo, ao mesmo tempo que garante o controlo efetivo da pandemia” da covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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