Os dandis do Congo: o estilo no vestir que atravessa gerações e classes sociais - Plataforma Media

Os dandis do Congo: o estilo no vestir que atravessa gerações e classes sociais

O fotojornalista premiado Tariq Zaidi lançou um livro sobre estes “Sapeurs”, revelando a nova geração de dândis do Congo. Velhos e novos, de várias profissões, partilham o gosto pela arte de trajar com estilo. As ruas de terra batida e os bairros de lata são as suas passerelles

É o próprio Tariq Zaidi quem explica, na sua página de Facebook, como fez o trabalho que deu origem ao livro “Sapeurs: Ladies and Gentlemen of the Congo”, que pode já ser encomendado pela Amazon. “Estas imagens foram feitas nas ruas das duas capitais Congo Kinshasa e Congo Brazzaville. A série é sobre pessoas que fazem parte de uma subcultura da moda no Congo chamada: La Sape, Société des Ambianceurs et des Personnes Élégantes (Sociedade de Criadores de Ambientes e Pessoas Elegantes). Os seus seguidores são conhecidos como “Sapeurs” (“Sapeuses” para as mulheres)”.

Boukaka, eletricista de 30 anos e “sapeur” há 25, desde criança. Foto tirada nas ruas de Brazzaville

“A maioria tem empregos diurnos comuns como taxistas, alfaiates e jardineiros, mas assim que o seu quotidiano laboral termina transformam-se em dândis joviais. Vagueando pelas ruas, são tratados como estrelas do rock – fazem virar cabeças e trazem “joie de vivre” (alegria de viver) para as suas comunidades”.

Okili, um estudante de 10 anos que é “sapeur” há cinco. Aqui veste Yves Saint-Laurent. Em Brazaville
Ellie, taxista de 45 anos e “sapeur” desde os 10. Em Brazzaville.

A verdadeira Sapologie envolve mais do que marcas caras: a verdadeira arte reside na capacidade de um sapeur de criar um visual elegante exclusivo para a sua personalidade. Como Papa Wemba (cantor congolês e ícone da moda que popularizou Sape) disse uma vez: “Os brancos inventaram as roupas, mas nós (africanos) fazemos disso uma arte”.

A dona de casa Clementine Biniakoulou, 52 anos, é uma “sapeuse” há 36.
“A minha peça preferida é o meu chapéu” diz o assentador de tijolos Yamea Bansimba, de 58 anos, “sapeur” desde os 8.

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