Início » Uma mão ainda vazia mas carregada de esperança

Uma mão ainda vazia mas carregada de esperança

António Bilrero*

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem conhecimento de que estão em desenvolvimento 163 vacinas contra a Covid-19, a nível global. Os dados disponíveis indicam que a maioria está ainda em fase de desenvolvimento pré-clínico, sinónimo de que cientistas e investigadores estão a fazer experiências com células in vitro ou em animais. Daqueles 163 projetos de investigação, 23 estudos já avançaram para a fase de testes em humanos.

Dizem os entendidos que, na história da humanidade [da ciência e da medicina] nunca se deu um salto tão rápido no desenvolvimento de uma vacina. Sem colocar de modo algum em causa a boa-fé, empenho, dedicação e esforço intelectual de toda a comunidade envolvida, é também do senso comum que aquele que primeiro atingir o nível de eficácia que se exige a uma vacina – travar a pandemia e prevenir novas vagas da doença – descobriu uma mina de ouro. Esperemos que a boa-nova seja rapidamente partilhada por todas as latitudes e longitudes.

Está-se perante pouco mais do que uma mão ainda cheia de nada

Para já, seis estudos entraram (ou anunciaram que vão entrar em breve) na terceira e última fase de testes junto de humanos. Esta é, grosso modo, a última fase de estudo e onde se procura demonstrar a eficácia da vacina e, consequentemente obter o registo sanitário. É a fase que antecede a produção em massa. A expetativa não tem, por isso, precedentes neste domínio.

Olhando para a origem dessa meia dúzia de estudos mais avançada, três chegam da China (primeiro país confrontado com o novo coronavírus) – Sinovac, Sinopharm e CanSino, um do Reino Unido – Oxford-AstraZeneca, um dos Estados Unidos – Moderna e, finalmente, um da Rússia – Gamaleya.

Está-se perante pouco mais do que uma mão ainda cheia de nada, mas na qual a humanidade deposita enorme esperança. Alguns especialistas admitem que a vacina Oxford-AstraZeneca poderá ser distribuída ainda este ano. Já a OMS aponta 2021 como ano provável para a chegada da primeira vacina eficaz, alertando que há ainda um longo caminho percorrer até a imunização chegar ao público.

Até esse momento tão desejado, espera-se que cidadãos e autoridades, por esse mundo fora, continuem a respeitar e a impor regras de confinamento, sempre que necessário, a cumprir a higienização das mãos, como recomendado e, sobretudo a usarem máscaras de proteção. Este é um caminho de sentido único.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website