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Liberdade é tudo

Paulo Rego*

Há sempre quem me surpreenda, ainda que tudo deles se espera. Exemplos esta semana no PLATAFORMA: Ana Sofia Fonseca e as damas do Sr. António – respira por quem não pode; Guilherme Rego e o ciclo vicioso do vírus madrasto – tiro no pé na revolta anti-racista; ou o mestre… Ferreira Fernandes, e a evidência sublime: nunca pensara na liberdade de respirar“.

Não quero falar de racismo. Importa: brancos contra pretos – e o seu contrário – esquecido nesta revolta; ou o ódio que mais irrita: gente que passa por gente transparente – nem vê. Neste projeto já muito foi dito: injustiça, História e preconceito, abuso de poder, indignação, protesto… Da crónica poética à opinião política, passando pelos editoriais. Há um homem público novo – reage, exige. Gosto disso. A essência da liberdade é saber da alma do outro. Ainda mais esculpida por massas… O desafio que lançámos à escrita é farto. Mais que isso… sobretudo, livre. Faz parte da nossa essência: do complexo sentir à livre expressão residente – e convidada – por letras de todas as raças, idades e geografias… até há política engajada, diversa, com todas as cores da ideologia. A coragem de escrever, pensar e dizer, já matou muita gente – e vai muito além de Floyd. Aqui não ocupa espaço; ganha o tempo digital – atitude, alma e respeito. Informar não é missionar, exige muito mais que isso. Queremos também ser uma plataforma de opinião.

Aprendi com os meus pais; geração lusófona sempre a mexer: casamentos mistos, desafio à censura, direito à diferença; jogo da vida – sem fronteiras

Muitas vezes frisei, reconheci, concordei e discordei – entranhei. Sorri sempre, com o prazer de convidar, organizar, pedir a força do público pensar. É esse o maior prazer: dar espaço à liberdade. Aprendi a liberdade na biblioteca: Sócrates, senhor da própria morte; Descartes, existir a pensar; D. José, a coragem de libertar; Salgueiro Maia, livre da fama. Mas a liberdade de respirar.. Caramba Zé! Essa foi um joelho no estômago. Derek matou mais que um homem – evidente: é preciso ligar-nos à ficha. Há tanto mais.. está aí todos os dias; vemos no ecrã – pouco ou nada fazemos. O terror sem nome, muros chamados fronteiras; Estados em em nome do povo, a violência de quem não come, ouça, todos os dias no écran… Grita o Bispo de Pemba – em Cabo Delgado fogem do medo sem ter para onde. Alguém o houve?

Rejeito o calvinismo, sigo o livre arbítrio. Aprendi com os meus pais; geração lusófona sempre a mexer: casamentos mistos, desafio à censura, direito à diferença; jogo da vida – sem fronteiras. Bem vindos à liberdade. Usem e abusem.

*Diretor Geral do Plataforma

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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