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Provocação perigosa

Apesar da pausa nas interferências no Mar do Sul da China e no Mar do Leste da China por parte dos Estados Unidos, o exército americano não pôs fim às suas provocações à China. Recentemente, as forças americanas têm estado ativas no Pacífico Oriental, e um dos exercícios militares marítimos que realizaram em conjunto com o Japão foi claramente um golpe contra a China. O facto de as forças americanas terem procurado várias formas de realizar estas provocações sugere que o país estará a tentar travar o desenvolvimento chinês. Aos olhos da força militar americana, a China é claramente a única força capaz de fazer frente à hegemonia dos EUA, especialmente devido ao seu rápido crescimento nos últimos anos. Todavia, poderá este tipo de provocação desmedida afetar realmente o desenvolvimento chinês? É óbvio que não, porém este ano vários bombardeiros Boeing B-52 Stratofortress e navios de guerra entraram repetidamente em território chinês do Mar do Leste da China e do Mar do Sul da China, particularmente no último, realizando várias provocações. Os EUA afirmam que a entrada neste território é uma forma de exercer a liberdade de navegação, e que a China está a obstruir a liberdade das forças militares americanas. São afirmações obviamente absurdas.  Apenas os EUA têm coragem para, para além de invadirem território chinês, ainda acusarem o país invadido. Embora anteriormente o contratorpedeiro de mísseis americano tenha sido expulso com sucesso pelo contratorpedeiro chinês Lanzhou, os EUA não se comediram, e, pelo contrário, elevaram ainda os exercícios militares no Estreito de Taiwan. Naturalmente, a China não tolera este tipo de ação, e mesmo antes de tais exercícios serem realizados, outro acontecimento revoltou o país quando o vice-presidente americano Mike Pence sobrevoou o Mar do Sul da China. Segundo noticiado pelo Washington Post, dia 13 de novembro, o vice-presidente sobrevoou o território chinês a bordo de um Air Force 2, enquanto viajava entre o Japão e Singapura na terça-feira dessa semana. A China entende que esta foi uma trajetória intencional, passando pelas ilhas e recifes do Mar do Sul da China. Chegaram a ficar tão próximos quanto 80 quilómetros das ilhas Nansha, provando a ousadia do vice-presidente americano nas provocações, claramente tentando criar conflitos e mostrar que não é intimidado pela China. Ações tão excessivas e perigosas como estas deixam a população enfurecida. É uma provocação clara, e ainda para mais levada a cabo pessoalmente pelo próprio vice-presidente dos EUA. Sob o pretexto da liberdade de navegação e de voo, os EUA enviaram várias aeronaves e navios para o Mar do Sul da China, aproximando-se de ilhas e recifes chineses, como por exemplo as ilhas Paracel, criando tensões e crescente militarização no local. Desta vez, Pense tentou claramente tornar bem visível ao resto do mundo esta aproximação ao território chinês. Porém, ao mesmo tempo, o próprio também sabe que não deve brincar com o Exército Popular de Libertação da China e, por isso, manteve uma distância de 80 quilómetros, caso contrário correria o risco de realizar uma viagem sem retorno. A China deseja que os EUA ponham fim a tais provocações. Sejamos francos, um ataque bem-sucedido a tais veículos não seria difícil, quer sejam bombardeiros ou até navios de guerra americanos. Desejo por isso que a América se saiba comportar, evitando que se crie uma situação irremediável.  

David Chan 23.11.2018

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