As declarações foram feitas no âmbito da G2E Asia, uma das maiores feiras internacionais do setor, que decorre no The Venetian Macao, entre 12 e 14 de maio.
Durante um painel dedicado ao impacto das novas tecnologias, Jamie Dorbian, diretor-geral internacional da LNW Gaming Asia, afirmou que a adoção de IA no setor “acarreta ameaças” se não for acompanhada por enquadramentos regulatórios robustos. Segundo o responsável, sem regras adequadas, a tecnologia pode mesmo “contornar mecanismos de segurança”.
Ainda assim, Dorbian sublinhou que a evolução tecnológica traz também vantagens significativas, nomeadamente uma maior integração entre sistemas, decisões mais rápidas e um acesso mais eficiente à informação por parte dos operadores e utilizadores.
O responsável defendeu que o desafio central passa por equilibrar inovação e controlo, garantindo que a automação não compromete a integridade operacional da indústria do jogo.
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No mesmo evento, Shaun McCamley, fundador e presidente da GameWorkz, alertou para a crescente dependência de dispositivos móveis na interação com clientes e para o desfasamento entre a velocidade da inovação tecnológica e a capacidade humana de a acompanhar.
“Se não soubermos como usar a tecnologia, onde é que isso nos vai levar?”, questionou, defendendo maior preparação do setor para lidar com ferramentas de inteligência artificial.
McCamley traçou ainda um contraste entre regiões, referindo que os Estados Unidos têm conseguido gerir melhor os desenvolvimentos tecnológicos, enquanto o Sudeste Asiático e a Europa continuam a enfrentar desafios na adaptação.
As intervenções inserem-se num debate mais amplo sobre a digitalização da indústria do jogo, num momento em que operadores e reguladores procuram definir regras para tecnologias emergentes com impacto direto na segurança e na operação do setor.