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Poesia da programação

Lisboa abre as asas ao mundo tecnológico, demonstrando poder de sedução na nova economia.  A Web Summit, que migrou da Irlanda para Portugal,  afirma uma imagem internacional de modernidade, mas a capital portuguesa espalha uma poesia de vida que atrai os navegadores do mundo digital. Os programadores portugueses são famosos, o Governo apoia a inovação e a migração digital. O clima, a gastronomia, o ambiente social e o custo médio de vida atraem uma série de investidores, engenheiros informáticos e produtores de conteúdos que olham para Lisboa como um porto de excelência para o mundo digital.

Macau deve estar atento a este movimento. Há conhecimento de alto calibre a ser produzido em Lisboa. Como há na China. Realidades económicas e sociais diferentes migram mas, a alta velocidade, para a economia digital. Há sempre dor nestes processos, mas há também aventura e oportunidades de grande escala. Macau, cidade limitada pela sua exígua geografia, tem espaço de sobra para incubar projetos digitais multilingues e multifacetados, da comunicação aos serviços, da produção à distribuição de conteúdos, da gestão dos dados ao lançamento de novas realidades digitais.

Não é que tenha história e provas dadas. Não tem. Não tem a massa crítica nem especial sensibilidade para a seduzir. Mas tem a missão e a circunstância de unir dois mundos que aceleram em direção ao novo mundo: China, nomeadamente no hub de Cantão, tradicionalmente  aberto ao contacto externo, e Portugal, que tenta afirmar-se como nova centralidade mundial. Nessa conexão, com o ambiente político focado nos mercados digitais e na incubação de novos negócios – em ambos os lados da Plataforma –, Macau tem aqui uma oportunidade importante.  

A promoção de startups é hoje uma abordagem muito simplista para o que está a acontecer. 

A  verdade é que o futuro já está a acontecer. Já chegou; já se faz anunciar. Não chegou propriamente a Macau, embora haja quem o anuncie. Melhor será fazê-lo; fazê-lo mesmo acontecer. Macau deve agarrar-se ao futuro. 

Paulo Rego

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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