NYUSSI FAZ CAMPANHA PORTA-A-PORTA EM MAPUTO - Plataforma Media

NYUSSI FAZ CAMPANHA PORTA-A-PORTA EM MAPUTO

 

O candidato da Frelimo às eleições presidenciais de 15 de outubro, Filipe Nyusi, escalou a cidade de Maputo para pedir votos, a um eleitorado cada vez mais distanciado do partido no poder.

 

Nyusi optou por uma passeata pelas artérias da cidade de Maputo, tendo desaguado no bairro 25 de Junho onde foi de casa em casa pedir voto como forma, disse, de garantir o desenvolvimento do país. Logo pelas primeiras horas, o trânsito esteve ligeiramente condicionado em algumas avenidas da cidade de Maputo para ceder passagem a caravana de viaturas do partido Frelimo, mobilizada para receber e acompanhar o seu candidato. Depois de desembarcar no aeroporto internacional de Mavalene, onde muitos quadros da Frelimo aguardavam a sua chegada, Nyusi disse estar confiante na vitória eleitoral, mas, para tal, conta com a colaboração de cada militante do partido para ascender ao poder e dai materializar o seu manifesto eleitoral rumo ao desenvolvimento do país. Lembre-se que nas autárquicas de 2013, a Frelimo ganhou na cidade de Maputo, mas viu a oposição (MDM) a registar importantes avanços na capital.

 

CAMPANHA NOS MERCADOS

De seguida, partiu para os populares mercados de Xiquelene e Compone onde entrou em contacto com vendedores locais para pedir voto e prometendo dias melhores. O programado era que Nyusi entrasse em conversações diretas com os comerciantes, mas devido à avalanche de pessoas que o intercetavam acabou falando a partir da sua viatura. Com uma caravana de música que o acompanhava, e apoio de altos quadros do partido como a governadora da cidade, Lucília Hama, presidente do conselho Municipal, David Simango, Fernando Sumbana Júnior, ministro da Juventude e Desportos, Aiuba Cuereneia, ministro de Planificação e Desenvolvimento e Edson Macuácuá, porta-voz do Presidente da Republica, Filipe Nyusi continuou a passear pelas artérias da cidade, sentado sob o teto solar (Sun roof) da viatura e interagindo com as populações com as quais ia se cruzando pelo caminho.

Já na tarde do mesma quarta-feira escalou o bairro 25 de Junho, onde visitou cerca de uma dezena de casas e de forma direta pediu votos às respetivas famílias.  A família Manhiça foi uma delas, que na ocasião estavam presentes seis membros dos quais quatro com idade de eleger. Aqui, Nyusi pediu o voto da família como uma das garantias para dar continuidade aos programas de desenvolvimento do país. Em contrapartida, as diferentes famílias visitadas pelo candidato pediram a criação de postos de emprego para os filhos, linhas de financiamento para os reformados que tenham arte nas mãos, mas sem fundos para abrir negócios, resolução de problemas de fornecimento de água, abrir valas de drenagem para evitar inundações em tempos chuva, reabilitação e abertura de novas vias de acesso, entre outros. O candidato assegurou que tomou em conta todos os pedidos formulados pelas populações e promete dar o seu máximo para a superação, caso saia vitorioso no pleito eleitoral. O candidato da Frelimo manteve ainda um encontro com académicos na Universidade A Politécnica, onde apresentou as suas ideias em torno do ensino superior caso seja eleito.

 

“NIM” AOS DEBATES A TRÊS

Falando aos estudantes da Universidade A Politécnica, Filipe Nyusi disse que não recebeu qualquer convite para um frente-a-frente com os outros dois candidatos presidenciais. O candidato da Frelimo respondia assim ao repto lançado por Afonso Dhlakama, que desafiou os outros candidatos para um debate franco e aberto.

A pressão para um debate televisivo tem vindo igualmente de vários setores da sociedade, que querem ver os três candidatos presidenciais num frente-a-frente, o que seria um iné- dito na política moçambicana. “Não recebi nenhum convite para debate”, disse.

 

Argunaldo Nhampossa

Exclusivo jornal Savana para o Plataforma Macau

 

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