MOÇAMBIQUE E ANGOLA TOMAM MEDIDAS - Plataforma Media

MOÇAMBIQUE E ANGOLA TOMAM MEDIDAS

 

As autoridades sanitárias moçambicanas estão a seguir dezenas de pessoas que chegaram ao país provenientes da África ocidental, para controlar eventuais casos de ébola, anunciou o ministro da Saúde, Alexandre Manguele.

“Já recebemos no país algumas pessoas que viajaram partindo dessas zonas afetadas. Mais de duas dezenas já desembarcaram no nosso Aeroporto Internacional. Os nossos colegas fizeram entrevistas a essas pessoas, foram identificados os seus locais residências e temos o seu contacto”, disse o ministro moçambicano da Saúde.

“Foram dadas informações dos sinais e sintomas e da necessidade de nos comunicarem ao primeiro momento se algo de anormal acontecer. Vamos fazer o seguimento desses cidadãos por pelo menos 21 dias, para nos assegurarmos de que nada acontece”, declarou o ministro moçambicano da Saúde.

Entretanto, os ministérios da Saúde e Administração Interna da Guiné-Bissau difundiram um despacho conjunto que proíbe várias cerimónias públicas e impõe maior controlo da água para consumo, no âmbito do programa de prevenção do Ébola lançado pelo governo.

Assim, fica interdita “a realização de atos que carretam a aglomeração de elevado número de pessoas”, tais como o “fanado”, cerimónia animista de iniciação na vida adulta, o “toca-tchoro”, reunião de familiares e amigos para velar um morto, o “gâmo”, ritual de oração islâmico, e “lumos”, feiras populares realizadas nas ruas das povoações.

Batizados, piqueniques e outras atividades não especificadas são igualmente proibidas “até comunicação em contrário”, de acordo com o despacho datado de 13 de agosto, mas difundido hoje em órgãos de comunicação social como a Radiodifusão Nacional (RDN) da Guiné-Bissau.

A intenção de impedir aglomerados de população para evitar a importação de algum caso de Ébola para o país e eventual contágio já tinha sido anunciada na última semana pelo primeiro-ministro e torna-se agora efetiva com a divulgação do despacho dos dois ministérios.

Noutro ponto, determina-se que “as unidades de empacotamento e venda de água potável” só o poderão continuar a fazer mediante o “controlo e acompanhamento” do Laboratório Nacional de Saúde Pública.

Em cinco meses, a epidemia de Ébola na África ocidental, a pior desde a descoberta da doença em 1976, causou 1.145 mortes, de acordo com o último relatório da Organização Mundial de Saúde de 13 de agosto: 380 na Guiné Conacri, 413 na Libéria, 348 na Serra Leoa e quatro na Nigéria.

 

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