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RECEITAS DOS CASINOS VOLTARAM A CAIR

 

Nova queda nos lucros das salas de jogo leva o governo a falar em “desenvolvimento estável”

 

Os casinos de Macau encerraram julho com receitas brutas de 28.415 milhões de patacas (3.569 milhões de dólares), menos 3,6% do que no mesmo mês de 2013, anunciaram os Serviços de Inspeção e Coordenação de Jogos.

A queda homóloga de julho é a segunda consecutiva apurada nas receitas dos casinos de Macau depois de no mês anterior ter registado uma quebra de 3,7% face ao mesmo mês de 2013.

Apesar da quebra, o acumulado das receitas dos casinos locais nos primeiros sete meses fixou-se em 221.501 milhões de patacas (27.824 milhões de dólares), mais 10,2% do que no mesmo período do ano passado.

Os impostos sobre o setor do Jogo são a principal fonte de receita da Administração de Macau que cobra, diretamente, 35% sobre a receita bruta apurada e outros 4%, indiretamente, para diversos fins como os sociais.

Além disso, os casinos locais pagam, anualmente, taxas por cada mesa e ‘slot machine’ em operação além de um prémio de concessão.

Atualmente operam no setor do jogo em casino de Macau seis empresas: Sociedade de Jogos de Macau, empresa fundada por Stanley Ho; Sands China, liderada pelo norte-americano Sheldon Adelson; Wynn Resorts, que tem como principal acionista o norte-americano Steve Wynn; Galaxy Resorts, de interesses de Hong Kong liderados pelo empresário Lui Che-woo; Melco Crown, que tem como acionista Lawrence Ho, filho de Stanley Ho; e a MGM Macau, liderada por Pansy Ho, também filha de Stanley Ho.

 

FRANCIS TAM PREVÊ CRESCIMENTO A UM DÍGITO

Entretanto, o secretário para a Economia e Finanças de Macau, Francis Tam, previu que as receitas dos casinos passem a crescer a um dígito porque a indústria entrou numa “fase de desenvolvimento estável”.

Francis Tam, que no Governo de Macau tem a tutela dos serviços ligados ao licenciamento e fiscalização dos casinos, considera que há uma “tendência”, o “estreitamento de subida das receitas do jogo do corrente ano para um dígito, devido ao facto da indústria de jogo ter entrado na fase de desenvolvimento estável”.

“A presente situação é perfeitamente normal e não se deve esperar que a indústria do jogo prossiga em desenvolvimento acelerado, como o registado inicialmente, após a liberalização há dez anos, e tendo em consideração a entrada em fase de abrandamento patente há algum tempo”, acrescentou o governante ao sublinhar que os crescimentos acima de 40% do passado não se repetem porque atualmente a indústria está numa fase de estabilidade.

O secretário, que em dezembro cumpre 15 anos a liderar os destinos da economia e das finanças de Macau, disse ainda que o Governo “está satisfeito com o facto de, nos últimos anos, as empresas de jogo terem aumentado o investimento em elementos de não jogo” e que é dever do executivo continuar a “incentivar o investimento diversificado, com a imposição firme de limites para o desenvolvimento do setor e, na apreciação de pedidos de novas mesas de jogo”.

Atualmente, os casinos de Macau não podem aumentar o número de mesas sem controlo existindo uma regra de atribuição que não deverá exceder os 3% (do existente) anualmente, uma forma de controlar o crescimento do número de espaços e área de jogo obrigando as concessionárias a olhar para os elementos extra casinos para atrair visitantes aos seus complexos.

 

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