PARCERIA MOÇAMBIQUE-CHINA ALCANÇA A CULTURA - Plataforma Media

PARCERIA MOÇAMBIQUE-CHINA ALCANÇA A CULTURA

 

Um protocolo de cooperação entre a província chinesa Zhe Jiang e o Governo moçambicano abre uma nova janela na relação entre os dois países, nomeadamente nos setores das bibliotecas, artes, artesanato e promoção das indústruias culturais.

No quadro das relações de cooperação entre Moçambique e China, no campo da cultura, uma delegação da província chinesa de Zhe Jiang escalou Moçambique entre os dias  18 a 21 de maio. Dentre vários objetivos, a visita da delegação chinesa teve em vista o estabelecimento de uma nova estratégia de cooperação e intercâmbio cultural entre Moçambique e a Província de Zhe Jiang, bem como a identificação de novas áreas de cooperação entre as partes.

Segundo afiançou o embaixador da  República Popular da China, acreditado em Maputo, Li Shunhua, o interesse da província chinesa em cooperar com Moçambique no setor das artes e cultura insere-se no âmbito do projeto de responsabilidade social que aquele país tem para com os países africanos, que consiste na identificação de dois ou três países, de modo a apoiá-los na área da cultura. Para o efeito, a China destacou a província de Zhe Jiang – culturalmente privilegiada e potência nos setores das bibliotecas, artes, artesanato e promoção das indústrias culturais – como parceiro para a cooperação com Moçambique.

No momento em que se assinava o memorando sobre a área de bibliotecas no domínio cultural, o ministro moçambicano da Cultura, Armando Artur, recordou o facto de o apoio prestado pela China resultar do empenho dos governos de Moçambique e da China no estabelecimento de intercâmbios culturais entre os dois países. “É com muita satisfação que constatamos que esse sentimento está sendo materializado”, disse o ministro moçambicano, sublinhando ainda as potencialidades da China no campo da cultura: “A China é uma referência universal na área da cultura, sendo de capital importância para nós o desenvolvimento, com este país, de estratégias de cooperação”.

Durante a visita da delegação chinesa a Moçambique foram assinados diversos memorandos de entendimento entre várias instituições culturais da China com as suas congéneres de Moçambique, nomeadamente a Biblioteca Nacional e o Instituto Superior de Artes e Cultura – ISArC.

O processo de cooperação entre Moçambique e China, dentre vários projetos, inclui a projeção de um Centro Cultural em Moçambique (Academia de Artes). “Estamos a trabalhar no sentido de se construir o Centro de Cultura Moçambique/China. Esse instituto irá futuramente desempenhar um papel importante no processo de cooperação e intercâmbio cultural entre os dois países”, referiu o embaixador Li Shunhua, convicto num futuro risonho no que diz respeito aos avanços da cultura moçambicana: “Acredito que a cultura moçambicana vai desenvolver-se muito e terá um futuro brilhante”, vaticinou.

 

阿卜杜勒.索樂馬捏  Abdul Sulemane

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para o Plataforma Macau

 

Capital do chá em Moçambique convida investidores

 

O Gurúè, a capital do chá em Moçambique, procura investidores para aquela indústria, que já emprega milhares de pessoas, e também para outros sectores de atividade no município situado em plena zona de montanhas da província da Zambézia.

Desde as passadas eleições municipais de fevereiro, que o município é gerido pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), um pequeno partido da oposição moçambicana. Entrevistado pelo Plataforma de Macau, Orlando Janeiro, o novo edil, convidou empresários e investidores “a aproximarem-se e explorar os recursos” ali existentes, dizendo que “ver o município com uma nova imagem é o sonho dos munícipes”.

Antes da independência nacional, Gurúè era conhecido como Vila Junqueiro, que tinha um estatuto de cidade desde fevereiro de 1971. Hoje, é um município com uma população estimada em 300 mil habitantes, distribuídos por uma superfície de 107 km².

Ali se encontram as maiores plantações de chá de Moçambique, atualmente em número de cinco, bastante abaixo das 12 explorações que funcionavam por altura da independência, em 1975. A produção actual é de cerca de 10 toneladas anuais e no distrito produzem-se ainda soja e gergelim, para além das culturas tradicionais, como milho, feijão bóer e amendoim. A sanzonalidade do trabalho provoca uma grande taxa de desemprego no distrito, que tem grandes carências a nível de infraestruturas, nomeadamente no abastecimento de água potável à sua população

Dois meses após tomar posse, Orlando Janeiro, conhecido como “PennyPenny”, queixa-se que encontrou o município em dinheiro, com pouco material informático e outros bens.

“Temos que liquidar um milhão e 300 mil meticais (cerca de 416 mil dólares),por dividascontraídas no mandato anterior e estamos a apurar em que condições foram contraídas essas dividas. Só depois as poderemos paulatinamente começar a liquidar”, disse Janeiro. O edil acusou a Empresa Águas de Gurúède lhe “sabotar” as promessas que fez na campanha eleitoral, desolucionar o fraco abastecimento de água potável no município, mas mostrou-se optimista quanto a encontrar rapidamente outras soluções para o município dispor de água potável.

Janeiro disse que, em breve, o Conselho Municipal inicia a cobrança das taxas nos mercados e a construção de sanitários públicos nos jardins da autarquia e de montagem de tendas nas paragens  de autocarros.

Zito Ossumane

 

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