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Moçambique vai levar gás de cozinha a cerca de quatro milhões de pessoas

O ministro dos Recursos Minerais e Energia moçambicano prometeu hoje que cerca de quatro milhões de pessoas de baixos rendimentos terão acesso a gás de cozinha dentro de cinco anos, no âmbito da massificação do uso deste recurso.

Carlos Zacarias falava durante a abertura da “Expo GPL”, uma exposição de empresas de produção e venda de gás de cozinha, que decorre hoje e quinta-feira em Maputo.

“Cerca de quatro milhões de pessoas terão acesso a gás de cozinha em cinco anos no país, o correspondente a 800 mil famílias”, afirmou.

O aumento do acesso àquela fonte energética é parte de um programa de massificação do uso do recurso, lançado em 2022, e que já beneficiou milhares de famílias de oito das 11 províncias moçambicanas, prosseguiu.

O governante apontou a substituição do recurso à lenha para cozinha pelos mais pobres, redução de distâncias para a procura de fontes energéticas e uso de energia limpa como vantagens da massificação de GPL (Gás de Petróleo Liquefeito, designação técnica de gás de cozinha).

Carlos Zacarias assegurou que a primeira refinaria de GPL vai entrar em funcionamento em Moçambique este ano, com capacidade de produção de 48 mil toneladas.

O empreendimento “vai ajudar a reduzir os custos de importação de GPL” e consolidar o compromisso de Moçambique de recorrer a energias limpas, enfatizou o ministro dos Recursos Minerais e Energia.

A refinaria será alimentada pelo gás natural produzido na província de Inhambane, sul do país, notou.

As maiores reservas de gás natural em Moçambique estão situadas na província de Cabo Delgado, norte do país, e as quantidades ali existentes estão entre as maiores do mundo.

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