Os cinco maiores bancos a operar em Portugal fecharam o primeiro semestre de 2026 com lucros superiores a 2,5 mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 562 mil euros por hora. Apesar de continuarem a apresentar resultados elevados, o valor representa uma ligeira descida face ao mesmo período de 2025.
Segundo as contas divulgadas após a apresentação dos resultados do BCP, Caixa Geral de Depósitos (CGD), Santander Totta, Novo Banco e BPI, os lucros agregados ascenderam a 2.537 milhões de euros, menos cerca de 70 milhões do que nos primeiros seis meses do ano passado.
O BCP foi o banco que registou o maior crescimento homólogo dos lucros, com uma subida de cerca de 13%, para 565 milhões de euros. A CGD manteve praticamente estáveis os resultados, com um aumento de cerca de 2%, continuando a apresentar o maior lucro entre as cinco instituições. Já Novo Banco, BPI e Santander Totta registaram quebras nos resultados semestrais.
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Apesar da descida global dos lucros, os bancos continuaram a beneficiar do crescimento do crédito à habitação, da receita proveniente de comissões e da manutenção de níveis historicamente baixos de crédito malparado. Por outro lado, a redução das taxas de juro e alguns custos extraordinários pressionaram os resultados de várias instituições.
Os cinco maiores bancos representam mais de 80% do sistema bancário português, mantendo um peso determinante no financiamento da economia. Os resultados do primeiro semestre mostram que o setor continua altamente rentável, embora já se observe uma normalização após os lucros recorde registados nos últimos anos.