A China apresentou um plano de ação para o período de 2026 a 2030 destinado a reforçar a prevenção de desastres geológicos em todo o país, com enfoque no aumento da resiliência às alterações climáticas e no reforço da capacidade de resposta ao nível local, de acordo com um documento divulgado esta terça-feira (4).
O plano, publicado pelo Ministério dos Recursos Naturais, prevê a relocalização de 50 mil famílias que vivem em zonas de elevado risco, a execução de obras de engenharia em mais de 4.200 locais suscetíveis a desastres geológicos e a eliminação de riscos de segurança em mais de 6.100 locais.
O documento prevê ainda o reforço dos levantamentos de risco, dos sistemas de monitorização e dos mecanismos de alerta precoce face aos efeitos das alterações climáticas, sublinhando a necessidade de aprofundar o estudo dos mecanismos que desencadeiam desastres provocados por chuvas extremas, mudanças bruscas das condições meteorológicas e alternâncias rápidas entre seca e cheias.
Ao longo dos próximos cinco anos, a China pretende criar uma plataforma nacional integrada de informação sobre desastres geológicos e melhorar a articulação entre os sistemas nacionais e provinciais, recorrendo a grandes volumes de dados (big data), modelos de inteligência artificial de grande escala e outras tecnologias emergentes.
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Devido ao relevo complexo, à diversidade das condições geológicas, à intensa atividade tectónica e ao aumento da frequência de fenómenos meteorológicos extremos, a China continua a ser um dos países mais vulneráveis a desastres geológicos.
No final de 2025, estavam identificados em todo o país cerca de 280 mil locais com risco de perigos geológicos, colocando em perigo mais de 11 milhões de pessoas, segundo o Ministério dos Recursos Naturais.