Segundo Milei, a nova visão geopolítica dos Estados Unidos para a região torna a Argentina um parceiro de confiança. “Os Estados Unidos mudaram a sua visão estratégica do mundo. A Argentina reúne todas as condições para ser um aliado fiável e essa é a chave que nos permitirá recuperar as Malvinas.”
O Presidente voltou a sublinhar que a reivindicação argentina sobre o arquipélago “não é negociável” e garantiu que o atual executivo tem feito mais do que qualquer outro Governo democrático para defender essa posição.
“Desde o regresso da democracia, somos o Governo que mais fez para que as Ilhas Malvinas, as Geórgias do Sul, as Sandwich do Sul e os espaços marítimos circundantes regressem à Argentina.”
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Durante a entrevista, Milei aproveitou ainda para criticar a vice-presidente, Victoria Villarruel, responsabilizando-a pelo aumento da tensão diplomática com o Reino Unido, depois de esta ter comparado um jogo da seleção argentina no Mundial de 2026 ao conflito das Malvinas e descrito os britânicos como “piratas usurpadores”. “Essa situação gerou tensão em Londres. Toda a gente sabe que ela é uma oposicionista dentro do Governo.”
O chefe de Estado referiu igualmente que a Argentina apresentou protestos diplomáticos relativamente ao projeto petrolífero Sea Lion, desenvolvido por empresas britânicas e israelitas em águas reclamadas por Buenos Aires. Ainda assim, defendeu que o Governo não deve interferir na atividade das empresas privadas.
As Ilhas Malvinas, administradas pelo Reino Unido desde 1833, continuam a ser reivindicadas pela Argentina. A disputa atingiu o ponto mais alto em 1982, quando os dois países travaram uma guerra de 74 dias pelo controlo do arquipélago, terminando com a vitória britânica.