A Reserva Financeira da Região Administrativa Especial de Macau atingiu um novo máximo histórico no final de maio de 2026, ultrapassando pela primeira vez os 700 mil milhões de patacas (75,9 mil milhões de euros). Os dados constam da síntese dos ativos e passivos publicada pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM) no Boletim Oficial.
O valor da Reserva Financeira ascendia a 702,26 mil milhões de patacas em 31 de maio, o que representa um aumento de cerca de 5 mil milhões de patacas face ao final de abril, segundo a informação divulgada pela AMCM. Trata-se da primeira vez que a Reserva Financeira supera a fasquia dos 700 mil milhões de patacas, de acordo com a TDM.
Os dados mostram que o ativo total da Reserva Financeira atingiu 705,34 mil milhões de patacas, dos quais 291,85 mil milhões estavam aplicados em depósitos e contas correntes, 106,77 mil milhões em títulos de crédito e 300,74 mil milhões em investimentos subcontratados. A carteira inclui ainda 726,18 milhões de patacas em outras aplicações e 5,25 mil milhões classificados como outros ativos.
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No lado do passivo, a Reserva Financeira é composta por uma reserva básica de 163,60 mil milhões de patacas, uma reserva extraordinária de 518,44 mil milhões e um resultado do exercício de 20,22 mil milhões de patacas. Os restantes 3,07 mil milhões de patacas correspondem a outros valores passivos.
Os investimentos realizados pela Autoridade Monetária com os fundos da Reserva Financeira geraram 20,22 mil milhões de patacas em receitas nos primeiros cinco meses de 2026, valor que corresponde ao resultado do exercício registado nas contas até ao final de maio, segundo a TDM.