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Macau promove-se junto de empresas de Jiangsu. Que oportunidades procura abrir nos mercados lusófonos e hispânicos

Uma delegação liderada pelo IPIM promoveu em Jiangsu as vantagens de Macau como ponte entre a China e os mercados de língua portuguesa e espanhola. O objetivo passa por transformar essa posição institucional em mais investimento, negócios e internacionalização empresarial

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Uma delegação liderada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) realizou, entre 15 e 18 de junho, uma visita a Suzhou e Nanjing, na província chinesa de Jiangsu, com o objetivo de promover Macau como plataforma de ligação entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola e apoiar a internacionalização das empresas do Interior da China.

A iniciativa reuniu representantes do IPIM, da Comissão de Desenvolvimento de Quadros Qualificados, do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa, do Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola (CECPS), da Associação de Bancos de Macau e de várias instituições e empresas de Macau e Hengqin.

Durante a deslocação realizaram-se sessões de promoção em Suzhou e Nanjing, que contaram com a participação de mais de 200 representantes empresariais dos setores das novas energias, fabrico inteligente, software industrial, biomedicina, serviços jurídicos e finanças. Muitas das empresas presentes manifestaram interesse em expandir as suas operações para mercados internacionais, segundo os organizadores.

As apresentações centraram-se nas vantagens da integração Macau-Hengqin e no papel de Macau como plataforma de serviços para os mercados lusófonos e hispânicos. Os participantes tiveram acesso a informações sobre políticas de captação de talento, instrumentos de financiamento, serviços de apoio à internacionalização e oportunidades de investimento.

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O vogal executivo do IPIM, Sam Lei, destacou, numa das sessões realizadas em Nanjing, que Macau desempenha atualmente três funções principais: plataforma de cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa, plataforma de apoio à expansão internacional das empresas chinesas e plataforma de serviços especializados.

O responsável recordou que a cooperação entre Jiangsu, Macau e os países lusófonos tem vindo a ser aprofundada desde 2011 através da Cimeira para o Desenvolvimento Comercial e Industrial da Província de Jiangsu, Macau e os Países de Língua Portuguesa. Adiantou ainda que a próxima edição da Feira Internacional de Macau (MIF), marcada para Outubro, contará pela primeira vez com uma área dedicada aos países de língua espanhola.

Durante a visita, a delegação reuniu-se também com várias empresas de referência da província de Jiangsu, incluindo grupos industriais dos sectores das telecomunicações, novos materiais, energias renováveis, hidrogénio e equipamentos tecnológicos. O objetivo foi conhecer as suas necessidades de internacionalização e apresentar Macau como uma porta de entrada para os mercados dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola.

Representantes das autoridades provinciais de Jiangsu sublinharam igualmente as potencialidades da cooperação com Macau. Shen Yanfei, subdirector do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau da província, defendeu que a combinação entre a capacidade industrial de Jiangsu e os canais internacionais de Macau poderá criar novas oportunidades nos mercados lusófonos e nos países abrangidos pela iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”.

Já Chen Xiaodong, subdiretor do Departamento de Comércio de Jiangsu, considerou que Macau continua a ser uma plataforma privilegiada para apoiar a internacionalização das empresas da província, manifestando interesse em aprofundar a cooperação em áreas como o financiamento, a coordenação industrial e a exploração conjunta de mercados externos.

,A iniciativa procurou reforçar a cooperação económica entre Macau, Hengqin e a região do Delta do Rio Yangtzé, criando novas oportunidades para que empresas chinesas utilizem os serviços de apoio à internacionalização disponibilizados por Macau, segundo o IPIM.

No futuro, o instituto prevê continuar a organizar missões empresariais noutras províncias e cidades do Interior da China, promovendo Macau como ponte entre a China, os Países de Língua Portuguesa e os mercados de língua espanhola.

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