Pequim avisou Taiwan que procurar a independência com apoio dos Estados Unidos ou através da força militar é um “beco sem saída”, após Taipé defender a aprovação de uma venda de armas norte-americanas à ilha.
O líder taiwanês, William Lai, pediu que Washington aprove uma venda de armamento no valor de 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros).
O secretário interino da Marinha norte-americana, Hung Cao, afirmou no mês passado que essa venda de armas a Taiwan foi colocada em “pausa” para garantir que as forças armadas dos Estados Unidos dispõem de munições suficientes para as operações relacionadas com o Irão.
Por outro lado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que a mesma venda continua em análise e recordou que, em dezembro passado, a administração Trump aprovou uma venda de armas a Taiwan no valor de 11 mil milhões de dólares (cerca de 9,4 mil milhões de euros).
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O montante dessa venda ultrapassa o total das vendas realizadas durante a administração de Joe Biden (2021-2025) e provocou uma reação agressiva por parte da China, segundo o secretário de Estado.
“Procurar a independência com apoio dos Estados Unidos ou através da força militar constitui um beco sem saída”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian, numa conferência de imprensa. O responsável reiterou a oposição de Pequim às vendas de armas norte-americanas a Taiwan.
“Taiwan é uma parte inalienável do território chinês e o futuro de Taiwan só pode ser decidido conjuntamente pelos mais de 1,4 mil milhões de chineses, incluindo os nossos compatriotas taiwaneses”, declarou.