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Primeiros médicos concluem formação na Grande Baía. Como o programa pode influenciar a carreira dos jovens profissionais

Os Serviços de Saúde concluíram a primeira ronda do programa de formação profissional para jovens médicos de Macau na Grande Baía. A iniciativa quer reforçar competências clínicas, mas os próprios formandos apontam condições práticas e reconhecimento de qualificações como pontos a afinar

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Os primeiros participantes do Programa de Formação Profissional para os Jovens Médicos de Macau na Grande Baía concluíram, no final de maio, um estágio de três meses em instituições médicas da região.

A iniciativa, promovida pelos Serviços de Saúde em colaboração com o Conselho dos Profissionais de Saúde (CPS), pretende reforçar as competências clínicas dos jovens médicos locais, ampliar as suas oportunidades de desenvolvimento profissional e facilitar a sua integração na estratégia nacional de desenvolvimento.

Para assinalar a conclusão da primeira fase do programa, os Serviços de Saúde realizaram, a 7 de junho, uma sessão de intercâmbio destinada a recolher opiniões e experiências dos participantes. O encontro foi presidido pelo diretor dos Serviços de Saúde, Lo Iek Long, e contou com a presença da assessora do Gabinete da Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Lu Hong, e do presidente do Conselho dos Profissionais de Saúde, Kuok Cheong U.

Lo Iek Long destacou que o programa constitui uma importante medida de apoio ao crescimento profissional dos jovens médicos de Macau. A formação em hospitais de elevado nível da Grande Baía permite aos participantes aprofundar conhecimentos especializados, contactar com diferentes modelos de gestão hospitalar e adquirir experiência em contexto clínico real, segundo o responsável.

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O diretor dos Serviços de Saúde considerou ainda que as experiências acumuladas pelos formandos têm valor não apenas para o desenvolvimento individual de cada profissional, mas também para o aperfeiçoamento do próprio programa. Manifestou igualmente a expectativa de que os conhecimentos adquiridos possam contribuir para elevar a qualidade dos cuidados de saúde prestados em Macau.

Durante a sessão, médicos das áreas da medicina ocidental, medicina dentária e medicina tradicional chinesa fizeram uma avaliação positiva da iniciativa. Os participantes referiram que as instituições de acolhimento prepararam planos de formação adaptados às suas necessidades, permitindo a participação em consultas, visitas a enfermarias, discussões clínicas, reuniões multidisciplinares, observação de cirurgias e exercícios de simulação.

Os formandos destacaram ainda a qualidade do acompanhamento prestado pelos orientadores e o acesso a um volume significativo de casos clínicos. A experiência permitiu aprofundar conhecimentos em áreas como doenças raras, imagiologia, trabalho multidisciplinar e técnicas cirúrgicas, contribuindo para o desenvolvimento do raciocínio clínico e da experiência prática, segundo os participantes.

Alguns médicos que ainda se encontram em formação salientaram que as oportunidades de contacto direto com a prática clínica reforçaram as suas competências técnicas e a capacidade de tomada de decisões de forma autónoma. Entre as sugestões apresentadas figuram a melhoria das condições de alojamento, o reforço da articulação com instituições médicas do Interior da China e uma maior flexibilidade para quem pretenda prolongar o período de formação.

Os Serviços de Saúde sublinharam que o programa integra um conjunto mais vasto de medidas destinadas a apoiar o desenvolvimento profissional dos trabalhadores da área da saúde na Grande Baía.

Entre essas medidas encontra-se o Acordo sobre Comércio de Serviços, celebrado no âmbito do CEPA, que permite a médicos, médicos dentistas, profissionais de medicina tradicional chinesa e farmacêuticos de Macau candidatarem-se aos exames nacionais de qualificação profissional.

O acordo prevê igualmente a possibilidade de exercício temporário da profissão no Interior da China por períodos até três anos, renováveis, bem como a abertura de instituições médicas por profissionais que preencham os requisitos legais.

As autoridades recordaram ainda que o regulamento relativo ao exercício profissional dos trabalhadores de saúde de Macau na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin abrange 15 categorias profissionais. Ao abrigo deste mecanismo, os profissionais com pelo menos dois anos de experiência em Macau podem requerer o registo profissional em Hengqin sem necessidade de realizar o exame nacional de qualificação.

Estas medidas complementam o Programa de Formação Profissional para os Jovens Médicos de Macau na Grande Baía e contribuem para criar um percurso de desenvolvimento mais claro para os jovens profissionais, desde a formação especializada até à possibilidade de exercerem atividade na Grande Baía, segundo os Serviços de Saúde.

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