Segundo informação divulgada pelo Correio da Manhã, dezenas de levantamentos e transferências estão sob escrutínio judicial no âmbito do processo de partilhas instaurado pelo filho mais velho, Alexandre Pinto da Costa. O herdeiro contesta a legitimidade de várias movimentações financeiras efetuadas, pelo menos, desde abril do ano passado, alegando suspeitas sobre a sua origem e justificação.
Entre os documentos analisados pelo tribunal consta uma declaração que aponta para um levantamento de 600 mil euros em dezembro, cerca de dois meses antes da morte do histórico dirigente portista. A justificação apresentada referia uma viagem aos Estados Unidos para tratamento médico, mas, de acordo com a investigação, nem a deslocação nem o tratamento terão ocorrido.
O documento é ainda questionado por não conter assinatura de funcionário bancário nem carimbo da instituição, apresentando também uma assinatura atribuída a Pinto da Costa diferente da que consta da alteração ao seu testamento.
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A viúva, Cláudia Campo, é visada na ação cível e terá agora de prestar esclarecimentos sobre transferências e alegadas dádivas feitas pelo marido. Entre os movimentos em análise está uma transferência de 100 mil euros para a sua conta. A investigação indica ainda que algumas contas do antigo presidente terão ficado praticamente esvaziadas, restando apenas um cêntimo numa conta do Santander, instituição onde Cláudia Campo trabalhava quando conheceu Pinto da Costa.
Apesar destes levantamentos, cerca de 700 mil euros em aplicações financeiras não terão sido movimentados e deverão integrar o processo de partilhas, ainda pendente. Alexandre Pinto da Costa venceu recentemente um recurso no Tribunal da Relação do Porto, que determinou o envio do caso para julgamento no Tribunal Cível, decorrendo em paralelo uma investigação criminal relacionada com a autenticidade de documentos e movimentos financeiros efetuados antes da morte.