Os Serviços de Polícia Unitários (SPU), em conjunto com o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) e a Polícia Judiciária (PJ), realizaram, entre 12 e 24 de maio de 2026, uma operação especial de combate ao câmbio ilícito nos casinos e nas zonas envolventes.
A operação, denominada “Operação específica anticrime – combate ao câmbio ilícito”, decorreu durante 13 dias e teve como principal objetivo travar atividades ilegais associadas à troca de dinheiro para jogo, fenómeno que as autoridades consideram estar a crescer com o aumento do turismo em Macau.
Durante a operação, as forças policiais intensificaram as ações de fiscalização em complexos hoteleiros, casinos e áreas circundantes. No total, o CPSP e a PJ realizaram 59 ações de fiscalização e combate em 47 estabelecimentos, mobilizando 347 agentes.
As autoridades identificaram 528 pessoas ao longo da operação. Destas, 121 foram conduzidas às esquadras para investigação e 40 acabaram encaminhadas para os órgãos judiciais por suspeitas de envolvimento em atividades criminosas.
Leia também: Autoridades de Macau reforçam fiscalização a câmbio ilegal
Foram registados 36 casos criminais relacionados com a operação. A maioria correspondeu a crimes de exploração de câmbio ilícito para jogo, num total de 32 casos, segundo os dados divulgados,. Foram ainda detectados um caso de burla, dois casos relacionados com falsificação, uso ou posse de documentos falsificados, e um caso envolvendo ofensa qualificada à integridade física, danos, resistência e coação.
As autoridades identificaram igualmente 19 não residentes ligados a atividades ilegais. Entre estes, quatro encontravam-se em situação de permanência ilegal, 12 estavam associados à prostituição e três à prática de outras atividades ilícitas. No total, 52 pessoas foram expulsas de Macau por envolvimento em crimes ou atividades ilegais.
Num balanço da operação, os SPU consideraram que a ação conjunta entre o CPSP e a PJ decorreu de forma “ordenada” e permitiu alcançar os objetivos previstos no combate ao câmbio ilícito e na manutenção da segurança pública.
As autoridades sublinharam que continuarão a acompanhar de perto a evolução da criminalidade associada aos “cambistas ilegais”, ajustando as estratégias de fiscalização e repressão conforme os riscos identificados. Os SPU acrescentaram ainda que pretendem reforçar as medidas preventivas para proteger “a segurança, a harmonia e a estabilidade da sociedade de Macau”.