Em mensagem nas redes sociais, Rodriguez disse que concordou com o homólogo chinês em “avançar nos consensos alcançados entre os líderes de ambos os países e continuar a construção de uma Comunidade de Futuro Partilhado”.
Agradeceu ainda “a permanente solidariedade e o apoio do Partido, do Governo e do Povo chinês, principalmente na atual situação em que Cuba enfrenta ameaças e o recrudescimento extremo do bloqueio dos EUA, com medidas adicionais, sanções secundárias e um cerco energético”.
Cuba recebeu na semana passada as primeiras 15 mil toneladas de arroz, de um novo donativo de 60 mil toneladas no total, entregue por Pequim como assistência alimentar de emergência perante a grave crise económica na ilha.
Pequim prometeu “continuar a apoiar e assistir dentro das suas capacidades” a ilha e expressou a sua oposição à “interferência de forças estrangeiras” em Cuba, em referência às pressões dos EUA sobre Havana, com um bloqueio petrolífero desde janeiro e o endurecimento das medidas para setores vitais da economia.
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A China, um dos principais aliados e sócios comerciais de Cuba na Ásia, também denunciou na quinta-feira “o abuso de meios judiciais”, depois da acusação feita por Washington ao ex-presidente cubano Raúl Castro pelo derrube de duas avionetas em 1996.
Na escalada de tensões com Havana nas últimas semanas, o governo dos EUA enfatizou a suposta presença de bases militares chinesas na Cuba, com a advertência de que “não tolerará” bases militares e centros de recolha de informação dos seus “adversários” na ilha.
A propósito, Pequim respondeu que “inventar pretextos e difundir rumores para difamar não pode servir de justificação para o bloqueio brutal e as sanções ilegais dos EUA contra Cuba”.
A economia de Cuba está a sofrer uma crise prolongada que se aprofundou nos últimos cinco anos, com uma contração económica de 15%, segundo dados oficiais.
Havana e Pequim mantêm estreitas relações políticas e económicas, com o Estado asiático a destacar-se como um dos principais aliados dos dirigentes da ilha.