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Protestos na Bolívia levam Brasil a autorizar envio de ajuda humanitária

O presidente brasileiro, Lula da Silva, conversou na segunda-feira por telefone com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, sobre a crise humanitária provocada pelos protestos e bloqueios de estradas no país andino

Lusa

Segundo informou o Governo brasileiro, os dois líderes discutiram os impactos dos protestos, que têm provocado desabastecimento em algumas regiões bolivianas.

Durante a conversa, Lula manifestou “solidariedade ao governo e ao povo bolivianos” e destacou a importância do “pleno respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito”, segundo comunicado do Palácio do Planalto.

O chefe de Estado brasileiro defendeu ainda que o Governo boliviano e os movimentos sociais “evitem o recurso à violência” e priorizem o diálogo para superar as divergências e preservar a paz social.

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Lula também determinou o envio de ajuda humanitária à Bolívia, a pedido do presidente boliviano, mas as autoridades brasileiras não detalharam, no entanto, o tipo de assistência que será enviada nem os prazos para a operação.

A CNN Brasil informou ainda que o governo de Paz solicitou ao Brasil o empréstimo de um avião para ajudar na distribuição de ajuda humanitária e de insumos, segundo informaram fontes da diplomacia brasileira ao canal de televisão.

A Bolívia entrou na quarta semana de fortes protestos provocados por manifestantes, entre eles trabalhadores e professores, que pressionam o governo de Rodrigo Paz a reverter medidas de austeridade fiscal no meio de uma crise económica do país.

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Na segunda-feira, o político de centro-direita anunciou uma redução de 50% no seu salário e nos dos seus ministros para “mostrar compromisso com o país”.

Rodrigo Paz assumiu a presidência da Bolívia em 8 de novembro de 2025, sucedendo a Luis Arce, marcando o fim de um ciclo de quase 20 anos de governos de esquerda no país.

No domingo, o esquerdista e ex-presidente da Bolívia Evo Morales declarou que Paz deveria renunciar ao cargo e convocar eleições gerais em 90 dias devido à onda de protestos.

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