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Lucros do BNU em Macau caem 17% entre janeiro e março

O Banco Nacional Ultramarino (BNU) registou lucro líquidos de 110,6 milhões de patacas (11,7 milhões de euros) no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 17% face ao mesmo período do ano passado

Lusa - Macau

Apesar da descida homóloga, o BNU sublinhou que os resultados revelaram uma evolução positiva ao longo do trimestre, com aumentos sucessivos de janeiro a março. “O desempenho do banco demonstrou uma dinâmica positiva durante o trimestre, com os resultados a registarem um aumento mensal constante de janeiro a março”, indicou o BNU em comunicado.

A margem financeira do BNU fixou-se em 214,2 milhões de patacas (22,7 milhões de euros), menos 8% em termos homólogos, influenciada pela evolução das taxas de juro. Já a receita líquida de comissões recuou para 20,7 milhões de patacas (2,2 milhões de euros), uma diminuição de 15.5%, atribuída a custos adicionais com prémios relacionados com cartões de crédito.

O crédito mal parado de empréstimos e investimentos financeiros totalizou 3,8 milhões de patacas (402 mil euros) caiu 29.3% em comparação com o primeiro trimestre de 2025, numa redução que a instituição diz refletir uma “gestão prudente do risco e a qualidade estável dos ativos do banco”.

Os custos operacionais também “desceram ligeiramente”, para 104 milhões de patacas (11 milhões de euros), indicando que a “disciplina de custos e os ganhos de eficiência resultantes da simplificação de processos ajudaram a otimizar as despesas”, mantendo o apoio aos investimentos na transformação digital, no desenvolvimento de talentos e no reforço da marca, segundo o BNU.

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O crédito concedido atingiu 26,8 mil milhões de patacas (2,84 mil milhões de euros) em março, um aumento de 5.1% em termos homólogos, enquanto os depósitos de clientes subiram para 35,5 mil milhões de patacas (3,76 mil milhões de euros), mais 8.7% do que no ano anterior. O BNU tem sede em Macau e pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), sendo, juntamente com o Banco da China, emissor de moeda na Região Administrativa Especial da China.

Entre as três subsidiárias estrangeiras da CGD, o BNU contribuiu com 13 milhões de euros para os resultados totais do grupo no primeiro trimestre, mais do que o BCG Angola, que contribuiu cinco milhões de euros, mas menos do que o banco BCI em Moçambique, que gerou 24 milhões de euros.

O BNU sublinhou também que a sucursal na vizinha zona económica especial de Hengqin continua a “desempenhar um papel estratégico no apoio a investidores de Macau e Hong Kong” como um centro financeiro transfronteiriço que apoia a colaboração económica entre a China continental, Macau e os Países de Língua Portuguesa.

O BNU destacou também que a posição de capital e liquidez do banco permanece robusta, permitindo “navegar em condições de mercado complexas”. Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 4,02 mil milhões de patacas (426 milhões de euros) nos primeiros três meses do ano, mais 5.4% do que no mesmo período de 2025.

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