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Tempestades fazem pelo menos 11 mortos em Hubei. O que está a agravar o mau tempo na China

As tempestades que atingiram a província chinesa de Hubei provocaram pelo menos 11 mortos, centenas de feridos e milhares de desalojados. O episódio ocorre numa fase marcada por chuvas intensas e pela passagem do tufão Maysak, prolongando uma série de eventos extremos no centro e sul do país

Lusa - China

Pelo menos 11 pessoas morreram e outra continua desaparecida, devido às trovoadas, chuvas intensas, ventos fortes e tornados que atingiram, entre segunda e terça-feira (6 e 7), o leste da província chinesa de Hubei, informou a agência noticiosa oficial Xinhua.

O balanço anterior apontava para oito mortos, um desaparecido e 275 feridos naquela província do centro da China, com cerca de 58 milhões de habitantes.

O mau tempo afetou as cidades de Huangshi, Huanggang, Ezhou e Xianning, com chuvas intensas e ventos associados a trovoadas, segundo as autoridades provinciais, citadas pela Xinhua.

Entre as 19:00 e as 23:00 locais de segunda-feira (12:00 e 16:00 em Lisboa), 53 municípios registaram ventos de tempestade, dois dos quais de intensidade equivalente ao nível 13 da escala chinesa, enquanto algumas localidades foram atingidas por tornados.

Leia também: China ativa resposta de emergência para cheias no sul do país. O que se espera com a chegada do tufão

O temporal provocou 11 mortos, um desaparecido, 331 feridos e 14.600 afetados, além da retirada preventiva de 996 pessoas e da deslocação de outras 246 para locais seguros, de acordo com o mais recente balanço oficial. As autoridades contabilizaram ainda o colapso de 22 habitações e danos em outras 4.855.

O Governo provincial de Hubei classificou o fenómeno como “extremamente repentino”, marcado por ventos de grande intensidade num curto espaço de tempo, e instou as autoridades locais a reforçarem as medidas de prevenção, prestarem assistência aos feridos e evitarem desastres secundários. As operações de busca e socorro prosseguem, enquanto as autoridades avaliam a extensão dos danos.

O mau tempo soma-se às chuvas intensas provocadas pelo tufão Maysak, o décimo da temporada e o primeiro a atingir terra este ano na China, que desde sábado afetou o sul do país, causando pelo menos quatro mortos e 55.000 afetados na região de Guangxi.

Na sua passagem, o tufão provocou a rutura de barragens e reservatórios, cheias em rios, inundações urbanas e cortes de eletricidade, além de obrigar à suspensão de voos, comboios e ferries na província insular de Hainan e à ativação de respostas de emergência marítima na província de Guangdong.

A China enfrenta, desde meados de maio, uma sucessão de episódios de chuva intensa no centro e no sul do país, com vítimas, evacuações e alertas para desastres geológicos, numa altura em que decorre também a fase mais ativa da época de tufões nos mares adjacentes.

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