A nova versão de Wegovy é tomada diariamente e tem regras específicas de utilização: deve ser ingerida em jejum, após pelo menos oito horas sem comer, com uma pequena quantidade de água e pelo menos 30 minutos antes de qualquer refeição, bebida ou outro medicamento. Apesar da maior facilidade para quem não gosta de agulhas, a toma diária pode ser menos prática para alguns doentes do que a injeção semanal.
Tal como a versão injetável, o comprimido atua sobre a hormona GLP-1, que ajuda a regular o apetite e aumenta a sensação de saciedade. Estudos recentes indicam que os resultados podem ser semelhantes: num ensaio de 64 semanas, os participantes que tomaram Wegovy em comprimidos perderam, em média, 13,61% do peso corporal, contra 2,18% no grupo que recebeu placebo.
O medicamento destina-se sobretudo a pessoas com obesidade ou excesso de peso associado a problemas de saúde, como diabetes tipo 2 ou hipertensão. Não é recomendado como solução rápida para perder peso por razões estéticas e os especialistas alertam que deve ser encarado como um tratamento de longo prazo para uma doença crónica, sempre acompanhado por mudanças no estilo de vida.
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Entre os efeitos secundários mais frequentes estão náuseas, vómitos, diarreia, obstipação e dores abdominais. Em situações menos comuns podem surgir complicações mais graves, como inflamação do pâncreas ou reações alérgicas. O tratamento não deve ser utilizado por grávidas, mulheres a amamentar ou menores de 18 anos.
No Reino Unido, o Wegovy em comprimido está atualmente disponível apenas no setor privado, com preços que podem variar entre cerca de 99 e 199 libras por mês, dependendo da dose. A entrada no sistema público de saúde britânico ainda depende de uma avaliação das autoridades responsáveis. Ao mesmo tempo, as autoridades alertam para o aumento da venda de versões falsificadas online e recomendam que os doentes recorram apenas a farmácias autorizadas.