A perseguição de Cristiano Ronaldo ao título de campeão do mundo chegou ao fim na segunda-feira. A derrota de Portugal por 1-0 frente à Espanha, nos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo, colocou um ponto final na sexta e última participação do avançado de 41 anos na competição, encerrando um percurso iniciado na Alemanha, em 2006.
Horas antes, Ronaldo liderou a seleção portuguesa durante o aquecimento, envergando a braçadeira de capitão e a emblemática camisola número 7. Quando a sua imagem surgiu nos ecrãs gigantes do Estádio de Dallas, ouviu-se uma mistura de aplausos e assobios entre os adeptos presentes.
Ronaldo descreveu o encontro como “um jogo muito equilibrado”. “Faltou-nos um bocadinho de sorte. Sofremos um golo nos últimos minutos. O jogo podia cair para qualquer lado, mas isto é futebol. Fizemos um bom jogo, na minha opinião”.
A melhor oportunidade surgiu na primeira parte, quando se esticou para desviar um cabeceamento de João Félix junto à baliza, mas viu Unai Simón defender o remate e prolongar a série de jogos sem sofrer golos neste Campeonato do Mundo.
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Quando a Espanha marcou já em tempo de compensação, Ronaldo correu de imediato para dentro da baliza, recolheu a bola e levou-a para o círculo central, incentivando os colegas a tentarem um último ataque.
Após o apito final, permaneceu alguns instantes em silêncio junto ao meio-campo antes de se virar para os adeptos portugueses, que entoavam o seu nome. Pouco depois, baixou a cabeça e limpou as lágrimas.
Na zona mista, Ronaldo confirmou que este foi, de facto, o seu último Campeonato do Mundo. “Foi o meu último Mundial, sim. É normal estar triste por sair desta forma. Dei tudo, dei o meu melhor e saio de consciência tranquila”.
O capitão de Portugal afirmou que irá agora refletir antes de tomar qualquer decisão sobre o futuro na seleção. “Vou ter tempo para pensar, para estar com a minha família. Não vou tomar decisões de cabeça quente. A vida continua”.
Ao recordar a carreira internacional, Ronaldo destacou o percurso da seleção durante a sua geração. “Ganhei três títulos por Portugal. Antes do Cristiano, Portugal não tinha ganho nenhum título. Estou feliz com aquilo que consegui”.
Apesar de nunca ter conquistado um Campeonato do Mundo, o avançado considerou que a vitória no Campeonato da Europa de 2016 continua a ser o momento mais marcante da sua carreira pela seleção.
“O maior título que ganhei pela seleção foi o Europeu de 2016. Para mim, tem a mesma dimensão de um Campeonato do Mundo, sinceramente” .”Saio de consciência tranquila. Dei tudo o que tinha para dar. Amanhã é um novo dia e a vida continua.”