O porta‑voz da diplomacia chinesa Lin Jian reiterou em conferência de imprensa que Pequim defende que as partes envolvidas atuem com prudência, resolvam disputas através do diálogo e restabeleçam rapidamente a paz e a estabilidade na zona.
Lin assegurou que a China continuará a esforçar-se para contribuir para o fim do conflito e fará tudo o que estiver ao seu alcance para proteger a segurança de navios com investimento chinês e das tripulações chinesas.
O porta‑voz acrescentou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países da região devem ser respeitadas, bem como os interesses legítimos da comunidade internacional.
As declarações surgem num contexto de incerteza sobre o conflito no Médio Oriente. O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, diz que o conflito se encontra num “ponto de inflexão decisivo”, durante um encontro em Pequim com o seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi.
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O comunicado coincide com o frágil cessar-fogo vigente desde abril entre Irão e Estados Unidos, depois do anúncio norte‑americano de encerrar a operação militar destinada a assegurar o trânsito de navios pelo estreito de Ormuz, enquanto procura um acordo definitivo com Teerão.
A China tem condenado repetidamente os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão, apelado a um cessar‑fogo, à resolução da crise por via do diálogo e negociação, e à livre navegação no estreito.