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Reunião ministerial sino-lusófona realiza-se no primeiro semestre de 2027

A 7.ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa realiza-se no primeiro semestre de 2027, anunciou o secretário-geral do organismo, Ji Xianzheng

Lusa - Macau

Ji afirmou que “em princípio” o encontro terá lugar no primeiro semestre, estando a data concreta ainda a ser definida com o Governo central chinês. “Prevemos ter uma resposta antes de setembro, para poder realizar a primeira reunião preparativa desta presidência ministerial”, afirmou o secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau).

Cinco conferências ministeriais foram realizadas em Macau, em 2003, 2006, 2010, 2013, 2016 e 2024 durante as quais foram aprovados Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial.

O então ministro da Economia português, Pedro Reis, liderou a delegação de Portugal na 6.ª Conferência Ministerial em abril de 2024, sublinhando na altura um foco no reforço da internacionalização de empresas portuguesas para a China e mercados lusófonos.

O Secretariado Permanente do Fórum integra o secretário-geral, o chinês Ji Xianzheng e três secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e António Lei (nomeado por Macau).

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O organismo integra, além da China, os membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial.

Ji destacou também que estão em curso negociações com a embaixada brasileira em Pequim e com os ministérios dos Negócios Estrangeiros dos dois países, para garantir a presença de um representante fixo de Brasília. O atual delegado do Brasil, Hervelter de Mattos, é também cônsul-geral adjunto em Hong Kong.

“Já tive contacto com o embaixador do Brasil em Pequim e o secretário-geral adjunto do Fórum, também aproveitou várias ocasiões para coordenar com a embaixada”, disse.

Questionado sobre o novo plano quinquenal da RAEM, que prevê medidas para atrair quadros qualificados dos Países de Língua Portuguesa, Ji Xianzheng considerou que a iniciativa pode reforçar o papel de Macau como plataforma entre os Países de Língua Portuguesa e a China.

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“Do ponto de vista do secretariado permanente, estamos sempre a coordenar com o Governo da RAEM para facilitar ainda mais as cooperações, não só económicas e comerciais, mas também culturais e nas outras 20 áreas estabelecidas pelo plano de ação do Fórum”, sublinhou.

As trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa no ano de 2025 foram de 225,79 mil milhões de dólares (191,9 mil milhões de euros), registando um aumento anual de 0.27%, segundo os dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

As importações chinesas a partir dos países lusófonos chegaram a 137,69 mil milhões de dólares (117,0 mil milhões de euros), uma queda anual de 1.44%, enquanto as exportações da China para os Países de Língua Portuguesa foram de 88,1 mil milhões de dólares (74,9 mil milhões de euros), um aumento de 3.06%.

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