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Evento cultural sino-lusófono sem Angola devido a epidemia de Ébola

A 18.ª Semana Cultural China–Países de Língua Portuguesa realiza-se pela primeira vez na província chinesa de Qinghai, mas sem a participação de artistas angolanas devido a preocupações com a epidemia de Ébola, anunciou a organização

Lusa - Macau

A entidade organizadora, o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), apresentou o programa do evento, que decorrerá de 27 de junho a 10 de julho em Macau, Qinghai, oeste da China, e Pequim, sob o lema “Encontros Culturais Sino-Lusófonos, Amizade sem Fronteiras”.

O programa inclui espetáculos artísticos, visitas turísticas e a Mostra Gastronómica dos países lusófonos, além de uma exposição de artesanato, que reunirá 158 peças de nove países, e um Concurso de Vídeos Curtos para Jovens da China e dos Países de Língua Portuguesa.

Entre os participantes confirmados estão os ‘chefs’ lusófonos Carlota da C. Freitas, Marina de Senna Fernandes e Luís Américo, e artistas como José de Holanda, Maurício Tizumba e Sérgio Pererê (Brasil), Elly Paris (Cabo Verde), PATCHE‑DI‑RIMA & Andérking Skididi (Guiné‑Bissau), Fistong Boy (Guiné Equatorial), Az Khineira (Moçambique), Miranda (Portugal), Banda Vungo Téla (São Tomé e Príncipe) e New Arquiris (Timor‑Leste).

Em Pequim, as atividades terão lugar na Praça de Concha Acústica do Parque Chaoyang, “num recinto distinto, mas com a influência essencial da capital no interior”, disse o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng.

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A organização confirmou à Lusa que a Banda Duia, de Angola, não participará nesta edição devido às restrições sanitárias, mas sublinhou que o Fórum mantém diálogo com as autoridades angolanas para futuras colaborações.

O secretário-adjunto geral do Fórum Macau, Danilo Henriques, indicou que a decisão se deve a instruções das autoridades sanitárias da Região.

O Governo de Macau decidiu impor um período de vigilância de 21 dias a todas as pessoas provenientes dos 10 países africanos em risco por causa da epidemia de Ébola. Entre esses países está Angola, que faz fronteira com a República Democrática do Congo (RDCongo), onde começou o surto, que depois evoluiu para epidemia.

A RDCongo elevou esta semana o número de mortes devido ao vírus Ébola para 254, estando incluídas nos 1.003 casos confirmados, na epidemia que foi declarada em 15 de maio no leste do país.

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A epidemia alastrou-se também para o vizinho Uganda, onde foram detetados 19 casos confirmados, incluindo 14 casos considerados importados da RDCongo, com duas mortes, mas até ao momento, Angola não registou qualquer caso confirmado de Ébola.

Quanto à escolha de Qinghai como localização do evento, Ji destacou que ao contrário das províncias litorais da China, a província de Qinghai tem “menos oportunidades para ter contactos com artistas lusófonos”.

O responsável sublinhou que Xining, capital da província, acolherá “um grande número de atividades e sessões”, incluindo intercâmbio cultural e empresarial, com o objetivo de “dar a conhecer também os empresários” e levar representantes empresariais ao interior da China.

“Vamos tentar atrair mais espetadores do interior e colaborar com os media do interior da China para aumentar a divulgação do evento”, afirmou Ji.

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