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Ébola leva Macau a intensificar medidas sanitárias nas fronteiras

Os Serviços de Saúde de Macau vão reforçar, a partir de hoje (26), o controlo sanitário nos postos fronteiriços e o acompanhamento de viajantes provenientes de 12 países africanos, devido à persistência do surto de Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda

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Os Serviços de Saúde anunciaram novas medidas de prevenção e controlo após os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) terem classificado dez países africanos como territórios de “alto risco” que exigem vigilância reforçada.

As medidas entram em vigor às 09h00 de terça-feira, 26 de maio, e incluem o reforço do controlo sanitário e da avaliação de risco nos principais postos fronteiriços de Macau, segundo as autoridades.

As medidas aplicam-se a pessoas que tenham visitado, nos últimos 21 dias, regiões afetadas pelo vírus Ébola ou que sejam titulares de passaporte desses territórios. Além da República Democrática do Congo e do Uganda, a lista inclui Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, República do Congo e Burundi.

Leia também: OMS: Vacina contra Ébola só estará disponível daqui a meses

Os viajantes com sintomas suspeitos da doença serão imediatamente encaminhados para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para avaliação médica e exames complementares, de acordo com os Serviços de Saúde. Os indivíduos sem sintomas ficarão sujeitos a acompanhamento e gestão de saúde.

As autoridades recordaram que o período de incubação do vírus Ébola pode chegar aos 21 dias, motivo pelo qual os viajantes provenientes das regiões afetadas deverão efetuar autogestão da saúde durante esse período após a entrada em Macau.

Os Serviços de Saúde indicaram que essas pessoas devem monitorizar diariamente o seu estado de saúde e procurar assistência médica imediata caso desenvolvam sintomas como febre, fadiga, dores de cabeça, dores de garganta, vómitos, diarreia ou hemorragias inexplicáveis.

As autoridades alertaram ainda que, em caso de deslocação a unidades de saúde, os indivíduos devem evitar transportes públicos, adoptar medidas de proteção individual e informar os profissionais de saúde sobre o historial de viagens e eventuais contatos de risco.

Os Serviços de Saúde sublinharam que o Ébola é uma doença viral aguda e grave, transmissível através do contacto direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, bem como por contacto com superfícies contaminadas.

As autoridades acrescentaram que alguns morcegos frugívoros são considerados hospedeiros naturais do vírus e que outros animais, como chimpanzés, gorilas, macacos e antílopes da floresta, também podem ser portadores.

Os Serviços de Saúde recomendaram aos residentes que evitem viagens para as regiões afetadas. Caso já se encontrem nesses locais, devem reforçar os cuidados de higiene, evitar contacto com animais selvagens ou cadáveres de animais, não consumir carne mal cozinhada e manter distância de pessoas suspeitas de infeção.

Apesar do reforço das medidas, as autoridades salientaram que o risco de ameaça do vírus Ébola para Macau continua atualmente classificado como “baixo” e que a situação permanece controlável do ponto de vista da saúde pública.

Os Serviços de Saúde garantiram que continuarão a acompanhar a evolução internacional da epidemia e a ajustar as estratégias de prevenção e controlo conforme necessário.

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